O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 08/10/2020

De fato, ao observar a realidade social contemporânea, fica evidente que existem diversas dificuldades para a inserção do jovem no mercado de trabalho e sortudo é aquele que consegue. Dentre tantos fatores, destaca-se que as empresas são muito exigentes, já que não aceitam baixo grau de escolaridade e inexperiência. Ao mesmo tempo, muitas pessoas desse grupo não possuem experiências para ingressar nessas instituições. Desse modo, mostra-se necessário discutir questões relacionados a o mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades.

Em primeiro lugar, é necessário analisar que o ingresso de pessoas entre 15 a 24 anos é muito concorrido, visto que, na maioria das vezes, é necessário ter um certo grau de escolaridade para começar a trabalhar - aqueles que estudam mais possuem mais oportunidades. Nesse contexto, nota-se que, de acordo com o IBGE, há cerca de 11 milhões de analfabetos no Brasil e apenas 27,4% da população completa o ensino médio, o que dificulta a entrada dessa parcela de jovens no mercado de trabalho. Então, esses dois fatores dificultam a possibilidade dos jovens adentrarem em empresas para trabalhar.

Paralelamente, é importante levar em conta de que muitas moças e rapazes não possuem experiência suficiente para serem selecionados a trabalhar. Nesse âmbito, para Nelson Rodrigues, escritor brasileiro, “o jovem tem todos os defeitos de um adulto e mais um: a inexperiência”. As firmas não querem pessoas incapazes em seus estabelecimentos, mas devem levar em conta que essa experiência juvenil é adquirida com o passar do tempo. Para que consigam aprender novas técnicas, é necessário que as pessoas que estão na juventude estudem muito e tenham a mente aberta, ou seja, esse transtorno conecta-se com o nível escolar. Infelizmente, nem todos tem acesso a essas questões.

Portanto, medidas são necessárias para mitigar esse impasse e aumentar as oportunidades de emprego para os jovens brasileiros. Nessa conjuntura, o MEC tem a responsabilidade de aumentar a acessibilidade ao conhecimento , por meio da criação de plataformas grátis de estudos, além do aumento do número e da qualidade de bibliotecas no país para aqueles que não tem acesso à internet. Ao mesmo tempo, o Estado, por meio de leis e programas, devem obrigar as empresas a aceitarem os jovens, para que eles adquiram experiência para o futuro - um exemplo disso é a Lei n° 10.097/2000, que determina que as empresas de médio e grande portes contratem um número de aprendizes mínimo equivalente a 5% do seu quadro de funcionários. Assim, esse conjunto de intervenções não extinguirá completamente o problema, mas é uma forma de facilitar a entrada dos jovens brasileiros no mercado de trabalho.