O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 08/10/2020

Segundo Platão, filósofo grego: “O começo é a parte mais difícil do trabalho”. Por analogia a esse pensamento, o ingresso de jovens no mercado financeiro demonstra na atualidade que a falta de preparo social e psicológico aliado a ineficiência dos programas de inclusão são fatores que, cada vez mais comprometem a participação dos indivíduos que almejam atuar em alguma profissão. Por conseguinte, grande parte das empresas realizam a seleção de seus funcionários de forma rigorosa e injusta o que reafirma a dificuldade de inserção causada ao grupo pioneiro. Desse modo, é notório que o atual cenário do mercado de trabalho para o jovem contemporâneo enfrenta diversos desafios. Em primeiro plano, vale ressaltar que a declaração dos direitos humanos da ONU afirma que todo ser humano tem direito ao trabalho, a livre escolha de emprego e proteção ao desemprego. Não obstante, tais garantias não são concretizadas, principalmente no que diz respeito a inclusão de jovens no mercado. Nesse âmbito, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada dois em cada dez jovens não estudam nem trabalham no Brasil, a pesquisa supracitada confirma a problemática da exclusão. Ademais, grande parte da população pioneira ao procurar emprego, carece de preparo socioemocional e das habilidades para o mundo financeiro. Dessa forma, a inserção de adolescentes no mercado de trabalho, com o tempo pode propiciar o amadurecimento psicológico e responsabilidade profissional. Outrossim, de acordo com sociólogo polonês Zygmunt Bauman, a modernidade líquida é caracterizada pela insegurança e constante mudança no cenário social. De fato, as empresas exigem progressivamente a especialização profissional para o exercício de um cargo. Analogamente, no atual contexto de pandemia da COVID-19 as taxas de desemprego continuam subindo na marca de 13,7% em julho de 2020, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Por conseguinte, o desemprego afeta também os participantes de programas como o “Jovem Aprendiz” e o “Contrato de Trabalho Verde e Amarelo “, que visam a inclusão de jovens no mercado, isso ocorre devido a crise que compromete a adesão por parte das empresas, não dando, portanto, oportunidades para principiantes. Em vista dos argumentos apresentados, é substancial que o Estado crie ferramentas que atenuem os desafios do jovem que deseja ingressar no mercado de trabalho. Portanto, deve existir o reforço da fiscalização das Secretarias do Trabalho, com o objetivo de cumprir as normas de inclusão estabelecidas por lei e assim garantir os direitos dos jovens. Além disso, o governo deve fornecer incentivo as empresas, como redução dos impostos, o que viabilizará a adesão de funcionários. Em suma, cabe as escolas preparar os alunos por meio de palestras, para ingressar nos programas existentes, salientando as oportunidades e vantagens associadas ao desenvolvimento socioemocional.