O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 09/10/2020

De acordo com Karl Marx, o fenômeno da desigualdade é intrínseco ao Sistema Capitalista visto que pauta-se no uso das divisões sociais para dominar as classes miseráveis. Sob esse viés, cabe discorrer sobre os desafios e oportunidades no mercado de trabalho para o jovem contemporâneo, uma vez que essa é a classe economicamente ativa do Brasil. Desse modo, para ser viável mitigar a discrepância financeira, faz-se indispensável abordar tanto a questão do desemprego quanto a ausência de políticas públicas efetivas para a equidade nas oportunidades.

A princípio, urge apontar a questão do desemprego no país. Durante a Crise de 29, o cenário econômico mundial colapsava e, após o “crash” da bolsa de Nova Iorque, houve demissões de forma sistemática. Atualmente, os altos índices de desempregados perpetuam-se no Brasil observável, por exemplo, pelos dados do IBGE os quais revelaram que a sociedade tupiniquim iniciou o primeiro semestre de 2017 com 12,9 milhões de desempregados. Logo, é notório que, se existem pessoas não inseridas no mercado, a economia encontrar-se-á sucateada, afinal não gera-se “mais-valia” suficiente para seu sustento.

Ademais, convém ressaltar o descaso governamental no que tange ao cumprimento de seu papel, isto é, gerir decentemente as mais diversas esferas estatais, e buscar o cumprimento da Constituição. Entretanto, a plena garantia realmente se mostra inatingível e utópico, pois, se por um lado, essa Carta Magna assegura o (ilusório) ideal de igualdade no corpo social canarinho, por outro, o próprio sistema econômico prevê a dessemelhança entre classes para sua existência. Isso não invalida ou justifica, porém, a ineficácia das autoridades em fazer o que é desejado: fornecer recursos para quem inserir-se no mercado poder competir justamente com seus concorrentes.

Depreende-se, portanto, a necessidade de diminuir os índices de desemprego como forma de reorganização do corpo social para contornar esse óbice para a plena inclusão da juventude no mercado e para a promoção de uma maior proximidade entre a realidade e a Lei Maior. Para tanto, faz-se mister que o Ministério do Trabalho e o Ministério da Educação e Cultura criem, por meio de verbas e fiscalização, campanhas e mais vagas para cursos técnicos e eleve a qualidade daqueles já existentes. Isso deve ser feito com o fito de torná-los mais atrativos e de contribuir para a melhoria dos currículos e, assim, da capacidade dos jovens brasileiros. Quiçá, então, isso melhorará a qualificação deles para preencher um número maior de vagas.