O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 10/10/2020

O advento da Guerra Fria e a consequente bipolarização mundial proporcionou uma série de avanços tecnológicos, como o surgimento da internet e o desenvolvimento dos meios de comunicação. Assim, ao término desse contexto, manifesta-se a Geração Z, a primeira inteiramente digital, que promove impactos na economia do Brasil hodierno. Entretanto, aspectos como a escassez de experiência aliada à evasão escolar inibem sua potencialização nesse âmbito.

Em primeiro plano, ao averiguar o imbróglio, depreende-se que a escassez de experiência corrobora sua ampliação. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do total de desempregados no Brasil, 32% são jovens, o que corresponde a 4,1 milhões de pessoas. Assim, esse fator transcorre da conjuntura exposta, posto que as empresas comumente não aceitam indivíduos inexperientes, como também não promovem políticas que os filiam no processo produtivo, em que é um mecanismo que eles querem se envolver. Por conseguinte, fomenta em uma série de dificuldades às empresas que não efetuam essa integração. Dessarte, é alarmante que tal óbice advenha de forma tão constante.

Outrossim, é de suma relevância evidenciar a evasão escolar como fator propenso para expansão do empecilho. De acordo com o célebre filósofo brasileiro Mário Sérgio Cortella, os jovens atuais são nativos digitais, imersos na instantaneidade e velocidade proporcionada pelos aparelhos tecnológicos. Analogamente, os membros da dessa geração desconhecem um mundo sem tecnologia, de feitio a negligenciar e afastar-se do processo de socialização, o qual tem como uma das instituições principais a escola. Dessa maneira, essa situação culmina em uma percepção ilusória de crescimento no e-commerce com a criação de startups, empresas digitais, ao retirar-se da escola, através de investimentos elevados e sem garantia de retorno.

Em vista dos fatos elencados, é improrrogável que intervenções capazes de atenuar a contrariedade sejam empreendidas. À vista disso, o Governo Federal deve direcionar capital para instituições, como a Fundação Mudes, para o desenvolvimento de campanhas de jovens aprendizes, com programas de estágio e, através de incentivos fiscais, promover integração de projetos nas empresas, a fim de viabilizar experiência para essa camada social. Ademais, é viável por parte do Ministério da Educação, com profissionais capacitados, debates lúdicos que enfatizem a relevância do papel escolar na formação individual e preparação para o mercado de trabalho, com o fito de obter-se uma incorporação eficaz da Geração Z na economia.