O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 13/10/2020

“Não há esperança para um futuro que dependa da juventude frívola de hoje”. Essa citação, por mais atual que pareça ser foi escrita por Hesíodo na Grécia Antiga, VIII a.C. Amiúde, as gerações descendentes são alvo de crítica pelas gerações anteriores e esse padrão tem se repetido ao longo de toda história. Contudo, no contexto contemporâneo, quando as mudanças tecnológicas e os transformações no mercado trabalhista tem sido tão frequentes quanto nunca no passado, tais críticas devem ser acompanhadas por discussões e ações afirmativas.

Entre os desafios enfrentados pelos jovens brasileiros é o modelo de educação ultrapassado fornecido pelos institutos escolares. Além da evasão escolar ainda há um problema diretamente ligado a dificuldade dos jovens se adaptarem ao mercado de trabalho. Acerca disso tem-se um sistema educacional ultrapassado em relação as novas relações de trabalho vigentes. Desse modo, mesmo os alunos que conseguem se formar não estarão preparados para enfrentar a dinâmica profissional e tecnológica diferente dos padrões previsto pelo ensino positivista que funcionava no século XIX, mas que no contexto atual, quando há maior demanda por capacitação, corporativismo, competitividade e concorrência, esse sistema se torna obsoleto.

Outro aspecto que deve ser destacado é o surgimento de novas profissões que revoluciona completamente o plano de carreira dos jovens contemporâneos. Entretanto, essa significativa ampliação do mercado de trabalho não equivale à resolução do desemprego, o que de fato resolveria este impasse seria os jovens estarem cientes de maneira antecipada das recentes demandas profissionais que o mundo moderno fornece, dessa forma quando chegassem ao mercado de trabalho eles saberiam aproveitar as oportunidades com mais segurança. Sob esse viés, sempre é valido retomar o valor da educação como base para inclusão e aprimoramento dos indivíduos a favor desse contexto imprevisível e instável o qual está inserido as novas gerações.

Em síntese, recursos serão necessários para a democratização do trabalho e capacitação das novas gerações ao atual ambiente trabalhista. Como ficou evidente a partir dos argumentos já expostos, sem uma reforma educacional não será possível superar a diferença entre o avanço virtuoso dos ramos de trabalho em função das transformações tecnológicas. Portanto, é dever do Ministério da Educação propor uma mudança na base curricular nacional no intuito de direcionar o aluno de acordo com suas inclinações profissionais. Para isso, deverá ser incluído programas mais abrangentes de orientação profissional ao longo do ensino fundamental para em seguida, no ensino médio, direcionar os estudos em função da aptidão de cada individuo.