O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 14/10/2020
“Por falta de repouso, nossa sociedade caminha para uma nova barbárie”, Essa frase de Friedrich Nietzsche é uma realidade constante aos jovens da contemporaneidade, que esgotam-se ao buscar um futuro promissor no mercado de trabalho. Além disso, ao mesmo tempo em que a globalização garantiu oportunidades mais amplas e acessíveis, em um país tão desigual quanto o Brasil, elas tornam-se seletas àqueles que encontram-se em posição de privilégio. Dessa forma, a possibilidade de ingressar ao mercado de trabalho de forma próspera, transforma-se em um desafio que vai além de esforços pessoais, ao depender também, da realidade politica e social do pais.
Em primeiro lugar, o conceito filosófico da Sociedade do Cansaço, relata como as pessoas estão cada vez mais imersas na ideia de produzir excessivamente, abdicando até mesmo da saúde física e mental, pois a cobrança não somente externa, mas interna, é constante. Nesse sentido, jovens prestes a adentrar no mercado de trabalho são extremamente afetados, uma vez que a ideia de completar uma faculdade e de imediato conquistar um bom emprego, é sinônimo de sucesso e obrigação. Ademais, a pressão sobre si mesmo, para atender aos padrões profissionais -que são cada vez mais exigentes- também é presente, uma vez que as exigências crescem, mas desacompanhadas das oportunidades, principalmente para aqueles em situação de vulnerabilidade social.
Por conseguinte, para atender as especializações e qualificações que o mercado de trabalho de mercado exige, a educação tem seu papel fundamental. Todavia, no Brasil, dados do site Ponte mostram que aproximadamente 30% dos brasileiros não tem acesso a educação básica; ao se tratar de formação em curso superior e cursos profissionalizantes, esse índice torna-se ainda maior. Logo, a desigualdade é gritante e, portanto, o mercado de trabalho torna-se cada vez mas elitizado e seleto, de forma que a parcela da população com acesso a boa educação e estabilidade financeira usufruem de maiores oportunidades, enquanto aqueles a margem da sociedade não conseguem ao menos completar o ensino fundamental.
Destarte, o Ministério da Educação juntamente com a Secretaria do Trabalho, por meio de um projeto de lei a ser apresentado Câmara dos Deputados, deve cobrar um auxilio financeiro destinado à cursos profissionalizantes àqueles que já estão na faculdade e não possuem condições de arcar com os custos. Além disso, também é importante a reivindicação de cotas trabalhistas destinadas aos indivíduos que não tiveram acesso a educação básica e, consequentemente, ensino superior e formas de qualificação profissional. Por fim, espera-se que, assim, seja possível diminuir as desigualdades presentes na sociedade brasileira e tornar as oportunidades no mercado de trabalho mais acessíveis.