O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 21/10/2020

A Guerra Fria, período histórico situado entre o fim da Segunda Guerra Mundial e a dissolução da União Soviética, foi responsável pelo grande salto tecno-científico da humanidade. No que concerne à sociedade contemporânea, essas tecnologias se tornaram a base do mercado de trabalho formal brasileiro, que demanda profissionais extremamente capacitados, paralelamente à disponibilização de menor número de vagas de emprego. Nesse sentido, diante de uma realidade instável e temerária, motivada pela baixa qualificação dos jovens e pela negligência do estado em introduzir o cidadão no mercado de trabalho, analisar essa problemática é medida que se faz imediata.

Em primeiro plano, evidencia-se que a aptidão necessária para se disputar uma ocupação é estruturada por um modelo excludente - imposto pela obrigatoriedade de experiência prévia e formação universitária -, no qual gera um quadro de marginalização social em todas as classes da sociedade. De acordo com o Censo da Educação Superior, apenas 21% dos brasileiros possuem graduação. Assim, ao analisar a população por esse quadro, nota-se que há impossibilidade de capacitação profissional, devido à inexistência de políticas públicas que estimulem a entrada da população no mercado de trabalho. Por conseguinte, cria-se um panorama de turbidez social, na qual o indivíduo é excluído de um cenário de ascensão social devido à falta de oportunidade.

Em segundo plano, outro ponto relevante da problemática é o conceito de contrato social defendido por Thomas Hobbes, que acreditava no Estado como mediador do bem estar de toda a sociedade. Entretanto, nota-se, no Brasil, um quadro antagônico à visão do filósofo; haja vista que não existem programas voltados para a introdução do jovem ao seu primeiro emprego, como bolsas em escolas técnicas ou incentivo fiscal para novas contratações. Em suma, o contrato social de Hobbes é rompido e o sujeito se torna incapaz de contribuir para a arrecadação do estado, e, por conseguinte, agrava-se o quadro caótico por causa da escassez de verbas públicas.

Infere-se, portanto, que ações estatais são medidas que se fazem imediatas. Dessa maneira, é imperiosa uma ação do Ministério da Educação, que deve, através da criação de novas oficinas técnicas, contratar professores capacitados para o treinamento dos estudantes, com o fito de qualificar o adolescente para o mercado laboral. Além disso, o Ministério da Economia deve propor, via congresso, isenções fiscais para a contratação de pessoas em seus primeiros empregos, no intuito de promover um cenário em que o indivíduo já terá experiência para disputar vagas em cargos mais concorridos. Assim, diminuir-se-á a distanciação do brasileiro do concorrido cenário tecno-científico de trabalho Pós-Guerra Fria.