O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 23/10/2020
No ano de 2000, foi criada pelo Governo Federal a grande oportunidade de contratação de jovens de 14 a 24 anos, denominada Jovem Aprendiz. Ademais, esse projeto tem a função de incentivar o lado competente dos jovens e adolescentes. À medida que as empresas passaram a adotar essa providência, as taxas de desemprego reduziram nos anos de 2001 e 2002 atingindo 10,4% da população. Desse modo, sabe-se que isso está interligado a realidade da escassez da educação acadêmica e falta de conhecimentos indispensáveis.
Segundo os dados do IBGE, a taxa de desemprego de jovens atingiu 27,1% no primeiro trimestre de 2020. Sob esse viés, é notório que pela carência das noções básicas de empreendedorismo e tecnologia, as pessoas mais procuradas e qualificadas são os indivíduos mais velhos e mais experientes. Em virtude dessa afirmação, a imperícia do governo em investimentos nas instituições de ensino influencia para a recrescência dessa parte da população. De acordo com o filósofo Immanuel Kant, “É no problema da educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade”. Dessa forma, é perceptível que a falta de indivíduos capacitados contribui para esse fato.
Outrossim, na obra “Capitães de Areia”, o escritor Jorge Amado, traz à tona a displicência do Estado em relação a capacitação profissional dos adolescentes. Mediante a isto, é notório que se tornou algo bastante comum nas grandes empresas, as falhas dos designados a determinadas funções relacionadas aos aparelhos de alta tecnologia. Afinal, a problemática do baixo investimento afeta principalmente os jovens de classe mais baixa, ou seja, os que vieram de instituições púbicas de ensino, como também os que não concluíram o ensino médio ou completaram pelo projeto chamado Encceja, usado para a conclusão da escolaridade após sua maior idade.
Portanto, sabe-se que todas essas adversidades contribuem para o regresso dos jovens no mercado de trabalho, fazendo com que a taxa de inatividade aumente a cada ano. Com isso, para resolver tal problemática têm-se como uma forma de solução, solicitar ao Ministério da Educação, não só uma mudança significativa nos conteúdos abordados nas escolas públicas e de baixa renda, mas também inserindo equipamentos tecnológicos e pessoas qualificadas para trazer conhecimento e experiência aos que se encontram em dificuldades em assuntos básicos de informática, técnico e comportamento profissional.