O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 23/10/2020

A partir do ano de 1988, foi consolidado na Constituição da República Federativa do Brasil e Consolidação das Leis Trabalho, o direito feminino ao mercado trabalhista, o que antes não era possível, já que estavam fadadas aos deveres domésticos. Entretanto, mesmo com esse grande avanço, nos tempos modernos, a área de produção encontra-se superlotada, o que dificulta a introdução do jovem brasileiro ao ramo de trabalho. Ademais, seja pela falta de novas oportunidades, seja pela falta de políticas públicas, o futuro da nova geração está em risco.

Em primeira análise, segundo o relatório da Organização Mundial das Nações Unidas (ONU), a juventude representa cerca de 16% de toda população global, mas cerca de 71 milhões estão desempregados e 156 milhões vivem em zona de pobreza. Esses dados são preocupantes, visto que em países como o Brasil, esses dados são causados principalmente pela falta de acesso à educação e oportunidades dignas de emprego. Ademais, mesmo os jovens empregados, estes não recebem salário suficiente para sustentar e começar a jornada da maturidade, o que torna o mercado trabalhista um desafio.

Em segunda instância, mesmo com todos as adversidades, muitos jovens brasileiros encontraram a oportunidade de se autossustentar em redes sociais, como Instagram, Facebook e Whatsapp. Outrossim, essas redes conectam milhões de pessoas em todo o mundo, o que facilita para aqueles que pretendem empreender. No entanto, ainda não é legalizado no país a abertura de empresa individual para menores de 18 anos e não há incentivo aos alunos nas escolas quanto a criação do seu próprio negócio.

Dado o exposto, é notório que é de suma importância a colaboração não só do estado, como também das escolas. Tendo em vista a melhoria das oportunidades para os jovens brasileiros, o Ministério da Educação incluiria na grade curricular dos alunos o ensinamento de finanças e empreendedorismo como obrigatório para o ensino médio do país. Com isso, haveria maior incentivo aos alunos de possuir renda própria e independência, como também aprenderiam a lidar com sua vida financeira, o que colaboraria com o índice de desenvolvimento econômico do país.