O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 23/10/2020
“Só sei que nada sei”, essa famosa frase do filósofo ateniense Sócrates, ilustra a situação de diversos jovens no cenário atual do país. Uma vez que, ao se formarem na universidade e vão em busca de um emprego, passam por diversos desafios para conseguir se inserir no mercado de trabalho e sem perspectiva de oportunidades futuras. Desse modo, torna-se necessário analisar as causas de tais complicações na inserção desses jovens.
Em primeira análise, é válido salientar a pressão que o jovem sofre desde o fim da educação básica, a qual ocasiona num desânimo natural de perspectivas futuras. Isto é, o estudante é ensinado desde os seus 17 anos que para ele ser bem sucedido ele precisa ingressar e concluir um curso universitário e dessa forma ele conquistará um emprego, porém não é tão fácil quanto parece. De acordo com Luana de Paula, diretora de desenvolvimento de novos negócios no Grupo Cia de Talentos na Fundação Getúlio Vargas, uma das dificuldades do jovem é lidar com a ansiedade, essa que muitas vezes é desenvolvida durante o período escolar. Tal como, uma pesquisa feita pelo psiquiatra Fernando Asbahr, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo estima que cerca de 10% das crianças e dos adolescentes já sofrem de ansiedade.
Em outra análise, outra dificuldade que o jovem encontra é a falta de experiência e hábito, o que impede de a empresa contratá-lo. Segundo o filósofo e historiador Will Durant: “Nós somos aquilo que fazemos repetidamente. Excelência, então, não é um modo de agir, mas um hábito.” Logo, o cidadão novo, ainda que seja formado num curso superior e tenha conhecimento teórico, não consegue o emprego sem uma prévia experiência no ramo. Como também, a falta de hábito na sua rotina profissional, mesmo que ainda estudando impede o alcance da tão almejada excelência acadêmica e finalmente a contratação. Diante do exposto, ações são necessárias para amenizar a dificuldade dos jovens em se empregar.
Logo, urge que o Ministério da Educação em parceria com o Governo, promova palestras nas escolas a fim de tranquilizar os estudantes e orientar sobre o mercado de trabalho por meio de aulas interativas nas própias escolas, além das universidades oferecerem aulas práticas em grandes empresas com possíveis indicações no fim do curso para que o jovem saia preparado e não tenha mais dificuldades em conseguir um ofício.