O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 23/10/2020
Com o advento da Revolução Técnico - científica - informacional, o mercado de trabalho sofreu mudanças na mão de obra com a substituição por máquinas. Nesse sentido, os jovens brasileiros enfrentam desafios no âmbito laboral devido à desigual oferta de empregos proporcionada pela Revolução. Dessa forma, a ausência de experiência e a falta de oportunidades para os iniciantes no mercado de trabalho promovem a exclusão desse grupo social.
A princípio, a ineficiente experiência profissional de muitos jovens ao começar a busca por empregos torna distante e dificulta o ingresso no mercado. Nesse viés, a Lei da Aprendizagem - aprovada no ano 2000 - obriga as empresas a cumprirem determinadas cotas de contratação de jovens aprendizes. A esse respeito, muitos setores desrespeitam e negligenciam a lei aprovada para proporcionar a inclusão dos iniciantes ao considerar esse grupo como inexperiente, ou seja, a ideia de que são incapazes ou irresponsáveis para realizar determinadas funções torna evidente o preconceito existente no meio laboral. Em suma, a inadequada forma que a geração mais jovem é vista no mercado de trabalho resulta no aumento do desemprego no país.
Sob outra análise, a ausência de oportunidades para os recém-formados demonstra a preferência de vários setores por funcionários com mais anos de carreira, impossibilitando a inserção dos jovens no âmbito profissional. De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman na obra “Modernidade Líquida”, no mundo moderno ocorreu a substituição do coletivismo e da solidariedade pelo individualismo. Nesse contexto, a sociedade se preocupa mais com as vontades individuais e omitem os problemas de um grupo social, como denunciado por Bauman, e com isso o desemprego dos jovens é ignorado por empresários que se importam mais com o capital contribuindo para as desigualdades socioeconômicas. Em síntese, uma mudança na forma de ver a empregabilidade da juventude e os seus benefícios é essencial.
Portanto, é necessário adotar medidas para solucionar as dificuldades na inserção dos jovens no mercado de trabalho. Assim, o Ministério do Trabalho, em parceria com o Ministério da Educação deve promover investimentos em programas para combater o preconceito com a juventude no meio laboral, por intermédio de palestras e debates nos setores de trabalho, abordando a importância de incluir esse grupo no quadro de funcionários, visando mudar a realidade no mercado de forma positiva. Somente assim, será possível proporcionar oportunidades iguais após as desigualdades impostas pela Revolução Técnico - científica - informacional.