O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 23/10/2020

Na teoria da Tábula Rasa, do filósofo John Locke, diz que todo indivíduo nasce como se fosse uma folha em branco e apenas por meio da experiência ela poderá ser preenchida. Sabe-se que o jovem almeja sua inserção no mercado de trabalho, porém, muita das vezes isso não é uma tarefa fácil. Consoante a isso, a dificuldade de inserção dos jovens no mercado de trabalho se deve pela ausência de preparação nas escolas e a alta exigências das empresas em profissionais especializados.

Em primeira análise, vale ressaltar que A Lei de Aprendizagem, ampliada pelo Decreto Federal, determina que todas as empresas de médio e grande portes contratem um número de aprendizes equivalente a um mínimo de 5% e um máximo de 15% do seu quadro de funcionários cujas funções demandem formação profissional. No entanto, na prática essa ordem não é exercida com êxito, visto que, a ocupação de cargos é quase inexistentes. Dessa forma, a exigência dessas firmas, geram um embate cíclico, no qual o jovem não é contratado por falta de experiência e não adquire ela por não ser empregado, assim, prejudicando a carreira profissional desses indivíduos.

Em segunda análise, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), a taxa de desemprego entre a classe juvenil atingiu 27,3% no primeiro semestre de 2018 no País. Diante deste fator, esse problema deve-se pela ausência de preparação adequada dos jovens que entram na sociedade trabalhista sem conhecimento e experiência. Dessa forma, é necessário que as escolas desenvolvam disciplinas preparatórias com profissionais da área, direcionadas a orientar essa juventude na introdução no mercado de trabalho, como o empreendedorismo e a administração técnica.

Portanto, fica claro que a experiência é importante para a empregabilidade desses jovens como é expressa na filosofia de Locke. Dessa forma, é importante que o Estado desenvolva cursos técnicos e profissionalizantes, que relacione com estágios, a fim de preparar o jovem com conhecimentos básicos da área para ingressar no meio trabalhista. Ademais, o Governo deve impor para que as empresas cumpram a Lei de Aprendizagem, abrindo cargos para essa juventude, e que preparem e auxiliem esses indivíduos, para que assim essa classe juvenil se qualifique e evoluem em suas carreiras profissionais.