O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 23/10/2020

Crise econômica, desigualdade social e desemprego latente fazem parte da realidade do trabalhador brasileiro. Além disso, o jovem que acabara de adentrar no mercado de trabalho ainda lida com questões incisivas vindas de quem saiu recentemente de um ambiente, para alguns, confortável. Por outro lado, encaramos as dificuldades e as oportunidades de jovens que, infelizmente, não tiveram acesso á determinadas informações durante a vida escolar.

Nesse sentido, congruente a William Arthur Lewis “Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido”. Logo, é evidente a necessidade de investimentos brutos na área da educação nas instituições de educação de nível médio, de forma que o jovem de classe média/baixa tenha acesso á educação e informação de qualidade e de uso ativo no mercado de trabalho, desmarginalizando, dessa forma, a imagem criada pela sociedade dos jovens periféricos vindo de escolas públicas.

Sob outro viés, o método de contratação no qual o trabalhador com mais anos de trabalho se destaca, ocasiona a falta de oportunidades para com os jovens que ainda não obtém nenhuma experiência de emprego. Outrossim, o jovem que demora a entrar no mercado pode acabar desenvolvendo fatores emocionais que refletem no trabalho de forma negativa, provocado pela inexperiência e falta de contato com o ambiente profissional. Inegavelmente, o reflexo disso é que 65% dos jovens, em seus primeiros anos de trabalho, mudam de emprego por questões de saúde mental afetada, segundo o G1.

Em síntese, medidas devem ser tomadas para a resolução dessa problemática. Desse modo, o Ministério da Educação deve, em conjunto aos Governo Estaduais e Municipais, inserir em todos os cursos do ensino médio, cursos profissionalizantes e técnicos, de modo que o aluno saia do colégio devidamente ciente das informações básicas para ingressar no mercado. Ademais, cabe ao Poder Legislativo a criação de projetos que tornam obrigatórios a contratação de jovens recém-formados no nível médio em empresas, além da promoção de auxílio profissional decorrente da mesma. Assim, jovens de todas as classes e vindos de todo meio estudantil, é capaz de profissionalizar-se seguindo as medidas governamentais, diminuindo, talvez, crises e o desemprego de milhares de brasileiros.