O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 23/10/2020
Percebe-se que o longa-metragem francês “Intouchables” retrata as consequências de ser jovem e buscar a inserção no mercado de trabalho, ainda mais sem possuir experiências. Semelhantemente, na sociedade brasileira vigente, tal inserção também se configura como um desafio, haja vista que as baixas oportunidades nesse setor são preponderantes. Dessa maneira, a falta de grandes tecnopolos no território nacional, aliada ao crescimento do desemprego estrutural, agrava a problemática em questão, o que vem a comprometer o crescimento do PIB e consequentemente, o fluxo econômico.
Em primeira instância, após a instauração da Terceira Revolução Industrial, o corpo social visou maximizar a produção em reduzidos espaços geográficos, passando a aderir à criação de tecnopolos, realizando integração de instituições de ensino, que formam trabalhadores, além de pôr em pratica as novas tecnologias desenvolvidas. Apesar disso, a baixa representatividade de redes como essas no Brasil, a exemplo a mais famosa em São Paulo acarreta na má formação acadêmica dos jovens e na falta de organizações nas quais os mesmos possam exercer atividades remuneradas. Portanto, a baixa proximidade entre as universidades públicas e as empresas da iniciativa privada se torna extremamente maléfica para a jovem população brasileira, que não tem altas possibilidades de produzir estudos, muito menos de ser inserida no mercado de produção.
Em segunda instância, o desemprego estrutural, assisado pelo desequilíbrio entre quantidade disponível existente no mercado trabalhista e a demanda de operários, aflige a excessiva camada que, mesmo em carteira assinada temem a demissão repentina. A exemplo, a abordagem do geógrafo Milton Santos quanto a globalização perversa, que atua na ilusão do cidadão para uma realidade inexistente, sendo a verdadeira imposta pela extrema miséria e pobreza expressas pela intangibilidade salarial. Assim sendo, a importunidade ou inutilidade do trabalhador extingue aos poucos a humanidade, prejudicando excessivamente a geração mais recente, visto o tremendo despreparo e ausência de formação, o que inviabiliza a colocação de pessoas mais novas no recinto profissional.
Em síntese, é explícito como a falta de centros tecnológicos na nação e do consequente desemprego estrutural, reduz as chances de ingresso dos jovens do país no mercado de trabalho. Tendo isso em vista, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação, juntamente com o Ministério da Educação, por meio de um projeto de lei, impelir as instituições federais e estaduais de ensino superior a realizarem parcerias com empresas privadas, as quais possuíram facilidades em abrir filiais próximas às universidades. Dessa maneira, a formação de jovens cada vez mais aptos ao mercado de trabalho aumentará exponencialmente a médio prazo, o que evitará as inoportunas condições retratadas no documentário francês supracitado.