O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 08/12/2020

Não é novidade que a maioria de jovens adultos apresentam a vontade de se inserir no mercado de trabalho, porém essa se torna uma tarefa díficil considerando os obstáculos enfretados pelos mesmos, como problemas com habilidades congnitivas e socioemocionais, falta de políticas públicas e responsabilidades familiares.

Ademais, de acordo levantamento feito pelo Instituto de Política Econômica Aplicada, 23% dos jovens que não trabalham e não estudam são mulheres e de baixa renda, o que agrava ainda mais esse cenário porque, além de serem responsáveis por si mesma, muitas vezes possuem obrigações ou responsabilidades com suas famílias. Enquanto isso, 49% dos jovens se dedicam apenas ao estudo ou capacitação, 13% só trabalham e 15% trabalham e estudam ao mesmo tempo.Portanto, é possível observar que existem grandes discrepâncias entre concorrentes de uma mesma vaga, considerando que as empresas, seja de pequeno, médio ou grande porte, estão sempre a procura de qualidades e habilidades extras no currículo dos aplicantes.

Deste modo, a inserção dos jovens no mercado de trabalho, que contribuí para o crescimento no âmbito profissional proporcionando aprendizagem, autoconfiança e responsabilidade profissional e pessoal, nem sempre é alcançável para todos, pois mesmo com a Lei nº 10097/2000 ampliada pelo Decreto Federal nº 5.598/2005, que determina que todas as empresas devem contratar um mínimo de 5% a um máximo de 15% de aprendizes, ainda existem exigências a serem cumpridas para se encaixar nesse perfi, sendo elas : estar devidamente matriculado e frequentando uma instituição de ensino.

É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas afim de tornar esse processo mais acessível, como, por exemplo, a criação de convênios com escolas para realização do primeiro contato dos jovens com o mercado de trabalho, além do incentivo a dedicação, força de vontade e continuidade no que diz respeito ao aprendizado educacional.Além disso, seria viável o desenvolvimento de mais programas como a Fundação Mudes e o Centro de Integração Empresa Escola que tem como objetivo inserir jovens no mercado de trabalho através de programas de estágio e jovem aprendiz em empresas parceiras, tornando a transição de um ambiente familiar para o mercado de trabalho menos intimidadora.