O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 13/11/2020
É evidente a quantidade de jovens que não estudam e nem trabalham, não agregando valor à sociedade. Sob tal ótica, é inegável que há entraves na inserção desse grupo no mercado de trabalho, dentre eles, a falta de um propósito de vida e a falta de leis que obriguem empresas a contratar os mais inexperientes. Dessa forma, é inadmissível a falta de um objetivo e a negligência estatal no que diz respeito ao incentivo dos novatos.
O livro “O que o jovem quer da vida?”, discute as vantagens de ter um projeto vital, sobretudo, no começo da carreira - entre os 13 e 21 anos - no entanto, a sociedade atual não dá o valor necessário para essa habilidade socioemocional tão importante. Esse fato é visto na escola, em que o conteúdo é somente automático e alienado - no qual não há vontade por parte do aluno - assim previsto pelo sociólogo alemão Karl Marx. Nesse sentido, fica clara a lacuna educacional nesse quesito.
Ademais, outro obstáculo que os mais novos se queixam é a falta de oportunidade. A Lei do Aprendiz determina que toda média ou grande empresa deve ter de 5% a 15% de pessoas com 14 até 24 anos. O “headhunter” Ricardo Basaglia, dá dicas diárias em seu Instagram sobre carreira e como se desenvolver em um emprego, no entanto, o mesmo retrata que o Brasil está complicado para os inexperientes. Desse modo, é explícito o desleixo estatal nesse âmbito.
Portanto, é vital a discussão e ação constante desse problema social. Assim sendo, cabe aos Ministérios da Cidadania e da Educação promover matérias socioemocionais, sobretudo no ensino fundamental, através de apostilas e instrução dos professores, a fim de criar uma essência nos jovens para que mudem o mundo. Por conseguinte, evitar uma geração nem-nem (jovens que nem estudam e nem trabalham).