O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 27/10/2020

Durante a Primeira Revolução Industrial, ocorrida entre o século XVIII e XIX, na Inglaterra, a população juvenil começou a se alastrar no mercado de trabalho, deixando, muitas das vezes, seus estudos e aderindo a tendência do amadurecimento precoce. Em um contexto atual, é possível notar que, no Brasil, o ramo trabalhista tem se tornado cada vez mais árduo para o jovem, devido não só à disputa acirrada, como também pelos desafios enfrentados por conta da idade.

Em primeira análise, é importante ressaltar a grande disputa por vagas como uma das principais dificuldades enfrentadas pelo público. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a taxa de desemprego se mantém em 11,5%, que não é um nível muito alto se for observar a situação geral do país. Porém, desse total de desempregados, 32% dos casos são jovens que perderam seus empregos, pelo fato de estarem inclusos em um grupo mais vulnerável, inexperiente e por sugarem muitos custos de encargos sociais. Dessa forma, é necessário de uma reforma nas atitudes de empresas fornecedoras de empregos para que, assim, haja justiça nos meios trabalhistas.

Outrossim, há muitos outros desafios enfrentados pelo público juvenil à respeito dessa área, como por exemplo: à adaptação massiva de um novo ambiente completamente promissor e também à organização de tempo para estudar, trabalhar e aproveitar a juventude. Todos esses exemplos acabam trazendo consequências negativas ao indíviduo, como o desenvolvimento de transtornos de ansiedade e depressão. Nessa fase, geralmente, o cidadão jovem se sente muito pressionado pela família ao ingressar na vida adulta. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), o desenvolvimento de transtornos mentais em jovens começam aos 14 anos, mesma idade a qual o jovem pode, por lei, ingressar no mercado de trabalho. Sendo assim, essa liquidez que influi sobre a questão dos desafios encontrados pelos “novatos” funciona como um forte empecilho para a contribuição do processo de crescimento, o que se torna um problemática a ser resolvida com urgência.

Por tudo isso, faz-se necessária uma intervenção pontual no problema. Logo, o Ministério da Educação, juntamente com o Ministério de Trabalho, devem desenvolver ações nas escolas para preparar os alunos de segundo grau à adaptação da vida no mercado de trabalho. Tais ações devem ser estabelecidas por meio de novas matérias relacionadas ao estudo da Sociologia, demonstrando, na prática, situações vivenciadas em um ambiente de trabalho e dicas para a administração do tempo. O fito de tal ação é acostumar o jovem à nova rotina e fornecê-lo novas experiências a serem inclusas não somente em um currículo, mas em toda a sua vida. Talvez, assim, a nova geração poderá se adequar de maneira justa aos meios trabalhistas e um obter um desenvolvimento livre de traumas.