O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 17/11/2020

Para o sociólogo alemão Karl Marx, “trabalho” refere-se à atividade na qual os seres humanos empregam sua força produtiva e modificam o ambiente em que estão inseridos. Nessa perspectiva, nota-se que, uma vez consolidado o capitalismo financeiro, fez-se necessário que os indivíduos se estabeleçam no corpo social por meio da integração ao mercado de trabalho, o qual oferece uma série de desafios, como o requerimento de diversas competências por parte das empresas, como também oportunidades, através do oferecimento de programas para a admissão de jovens. Assim, é fundamental a discussão desses aspectos a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que após a Revolução Técnico-Científica, as máquinas inteligentes estão sendo optadas pelas empresas para comporem a produção. Nessa ótica, segundo um estudo realizado pelos pesquisadores Carl Frey e Michael Osborne, cerca de 47% dos empregos nos Estados Unidos são passíveis de substituição por robôs. Dessa forma, para que os jovens sejam contratados pelas empresas, é necessário que eles desenvolvam habilidades que os computadores não conseguem executar, como flexibilidade cognitiva, inteligência emocional, pensamento criativo, entre outros, com o intuito de serem fundamentais para a efetuação da produção de bens.

Por conseguinte, observa-se a ascensão de diversos programas que visam a integração dos jovens ao mercado de trabalho. Assim sendo, o Programa Jovem Aprendiz foi criado em 2000 pela Lei 10.097 e, de acordo com o jornal O Globo, foi responsável pela contratação de 310 mil jovens em 2017. Logo, os indivíduos que participam dessas iniciativas, ao atingirem sua maioridade, encontram-se habituados ao ambiente corporativo e possuem experiência quanto às exigências de certas funções, o que  representa um aspecto diferencial quando comparado aos outros concorrentes por vagas de emprego.

Portanto, para que os desafios encontrados pelos jovens ao entrarem no mercado de trabalho sejam minimizados, o Ministério da Educação (MEC) deve criar, por meio de verbas governamentais, um blog que ofereça cursos voltados para a área de capacitação de pessoas, visando estimular desenvolvimento de competências fundamentais, bem como instruir os sujeitos acerca dos requisitos de cada área. Além disso, o MEC deve promover palestras nas escolas públicas, ministradas por profissionais da área de recursos humanos, como o fito de estimular os jovens a se inscreverem nos diversos programas oferecidos para a inserção deles no ambiente corporativo. Somente assim, atenuar-se-á os desafios que o mercado de trabalho oferece aos jovens contemporâneos e eles irão empregar a força produtiva proposta por Marx.