O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 05/11/2020

O mercado de trabalho na contemporaneidade, com efeito, tornou-se muito criterioso na seleção dos colaboradores empresariais. Isso se deve à ascensão das tecnologias no campo trabalhista, pois nenhuma empresa de médio e grande porte funcionam sem computadores, sem internet e sem outras ferramentas tecnológicas e digitais. Todavia, no Brasil, as escolas não preparam os jovens a esse novo contexto, o que dá margem para o surgimento de uma massa juvenil desempregada, incapacitada, com baixas perspectivas profissionais.

De início, é importante destacar que a ausência de políticas públicas relacionadas com a capacitação profissional da juventude brasileira gera um conjunto de indivíduos presos ao ócio. Isso acontece porque a educação brasileira prioriza uma formação escolar superficial, a qual visa meramente ao ensino teórico, como as aulas de história e química, por exemplo, sendo que a maioria dos conteúdos ensinados não terão uma aplicação efetiva no cotidiano dos jovens. Dessa maneira, a instrução técnica, como os cursos de eletrônica, de mecânica industrial, de administração, os quais têm grande demanda empregatícia, é negligenciada, desprezada, o que reduz a inserção imediata dos jovens brasileiros no mercado de trabalho.

Consequentemente, esse cenário desestimulador ocasiona uma geração juvenil carente não só de empregos, mas também (quando existem), de boa remuneração salarial, visto que não possuem uma justa qualificação profissional para isso ocorrer. Nessa lógica, as empresas nacionais priorizam os trabalhadores que tenham formações técnicas, até porque, no mundo moderno, globalizado, elas funcionam, principalmente, por meio de aparatos tecnológicos. Por conta disso, saber manejá-los é crucial para ter trabalho e receber ótimos ganhos financeiros. Dessa maneira, em decorrência da qualificação da mão de obra juvenil, o Brasil arrecadará mais recursos econômicos pelos impostos, o que, de fato, será benéfico para a arrecadação fiscal e, por conseguinte, para o desenvolvimento sócio-econômico da nação.

Diante do exposto, para concretizar essa conjuntura promissora, cabe ao Ministério da Educação, mediante decretos governamentais efetivos, implantar, no currículo do ensino médio, cursos técnicos que estejam voltados para a futura inserção dos estudantes brasileiros no mercado de trabalho, tendo em vista que as empresas do país estão sendo cada vez mais exigentes, em termos de aperfeiçoamento técnico, na escolha dos respectivos funcionários. Tal medida estabelecerá no Brasil a exaltação do ensino prático dos jovens, o que será essencial para o progresso social e econômico nacional.