O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 16/12/2020

Em 2010, na Alemanha, se inicia a quarta revolução industrial -marcada pela automação e uso intensivo de inteligências artificiais (IA)- com isso, tem-se uma discussão acerca das novas relações e configurações laborais. Nessa perspectiva, analisar o mercado de trabalho para os jovens brasileiros é essencial, pois ajuda a entender e solucionar possíveis problemáticas dessa nova era.

Em primeira análise, é preciso debater sobre as oportunidades disponíveis nesse cenário. Dentre as possibilidade de atuação profissional no brasil, as formas tradicionais como empregado formal e registrado ainda dominam o mercado, entretanto, há um crescente aumento no número de profissionais autônomos, pequenos empreendedores e startups no país. Essa são algumas das opções que prevaleceram nas escolhas dos mais recentes profissionais, seja pela inovação e desvinculação com o tradicional, seja pela grande chance de sucesso e ganhos financeiros. Exemplo disso, é a empresa Nubank, uma startup de tecnologia que atua no ramo bancário, fundada com uma visão inovadora e moderna já possui atuação em vários países da América Latina, inspirando muitos jovens a seguir esse ramo empreendedor.

Paralelo a isso, é fundamental trazer os desafios enfrentado pela geração Z. É evidente, que não haverá oportunidades para todos nesse novo mundo, visto que a mecanização e uso intenso das tecnologias dispensam grande contingentes de mão de obra. Além disso, o mercado possui uma crescente demanda por competências socioemocionais que muitos ainda não possuem ou possuem baixo aprimoramento. Soma-se ainda, a total instabilidade e incerteza sobre o futuro, e as dinâmicas e necessidades sociais que serão requisitadas nas próximas décadas, sendo mais um entrave para a juventude.

Fica claro, portanto, que como problemática social, o Ministério do Trabalho, em conjunto com o Ministério da Educação e Economia devem criar um programa de integração juntando empresas, escolas e universidades. Isso deve começar nas escolas, com o ensino de novas habilidades socioemocionais. Além disso as universidades devem promover maior contato com as demandas atuais e futuras do mercado de trabalho. Em conjunto a tudo isso, o Governo Federal, deve criar programas de créditos incentivando o pequeno negócio e startups. Dessa forma, os futuros profissionais estarão mais bem qualificados profissional e emocionalmente, garantindo assim melhor colocação profissional e inovação tecnológica