O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 25/11/2020
De acordo com a Constituição Federal, a educação será promovida e incentivada pela sociedade, com o intuito de estimular a qualificação profissional da comunidade. Assim como evidenciada no artigo da carta magna brasileira, a competência profissional é fundamental para a inserção no mercado de trabalho, mas, hodiernamente, o jovem contemporâneo encontra dificuldades para a incorporação de tal meio. Diante disso, deve-se analisar os desafios e as oportunidades dos indivíduos juvenis na introdução ao mercado de trabalho.
Primeiramente, é essencial salientar que a baixa qualificação profissional dos jovens é um desafio dessa problemática. Isso porque a estrutura educacional brasileira, na maioria das vezes, não prepara o adolescente para o ambiente de trabalho, as escolas focam somente no ensino básico, o que negligencia o ensino técnico. Para comprovar a importância da qualificação profissional, segundo Rafael Pinheiros, gerente de recursos humanos, as empresas atuais estão mais seletivas e priorizando os candidatos mais bem preparados. Em decorrência disso, os jovens saem do ensino médio despreparados para o mercado de trabalho, o que contribui bastante para as elevadas taxas de desemprego no cenário atual.
Outrossim, também é significativo analisar a importância das oportunidades para os jovens no mercado de trabalho. Isso acontece porque as oportunidades de emprego são primordiais para o adolescente conseguir experiência, o que agrega conhecimento prático tão exigido nas empresas. Para exemplificar, o “Programa Jovem Aprendiz”, em vigor desde de 2015, possibilita a inserção no mercado de trabalho de adolescentes e jovens, que estejam estudando. No entanto, programas como esses são pouco comuns no Brasil, o que gera jovens com a qualificação profissional, mas sem a primeira experiência.
Torna-se evidente, portanto, que existem desafios e oportunidades para a inserção do jovem no mercado de trabalho. Em razão disso, cabe ao Ministério da Educação reformular a estrutura educacional brasileira, por meio de uma alteração na estratégia didática, mesclando o ensino básico e o técnico, com o intuito de preparar o jovem para o ambiente de trabalho, o que efetiva o artigo da Constituição Brasileira. Além disso, cabe Ministério da Economia estimular várias empresas a empregarem programas de estágios para adolescentes, por intermédio de planejamentos estruturais, que auxiliem o jovem em tal etapa, com a intenção de diminuir a dificuldade do indivíduo juvenil de agregar experiência, o que garante que programas como “Jovem Aprendiz” estejam em maior número. Dessa maneira, não existirá empecilhos para a introdução do adolescente no mercado de trabalho.