O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 26/11/2020

Com o advento da globalização, a tecnologia tem se aprimorado de forma exponencial, fator ostensível no tocante ao mercado de trabalho para os jovens, a saber, pelos desafios e oportunidades por eles enfrentados. Sob tal ótica, convém analisar dois aspectos relacionados à essa questão: a falta de investimento superintendente em relação à qualificação, bem como a viabilidade que a tecnologia proporciona, aumentando, no entanto,  exigência das empresas por qualificação.

Em primeira instância, a melhoria do ensino básico é fator imprescindível para a inserção do jovem no comércio e, portanto,  deve ser concomitante aos avanços tecnológicos. Não obstante, o descaso para com esse setor, evidente pela precária qualidade do ensino público brasileiro, coloca em xeque a instrução dos tais,visto que, segundo o sociólogo Émile Durkheim, o indivíduo só poderá agir na medida em que conhecer o contexto em que está inserido. Destarte, a falta de preparo profissional acaba por segregar grande parte dos jovens, uma vez que estes não possuem base técnica para acompanhar as novas ferramentas de trabalho. Por corolário, os jovens acabam por perder perspectivas de empregabilidade por não conhecerem os avanços da conjuntura em que se encontram.

Outrossim, é evidente que um dos principais requisitos para a contratação dos efebos é a qualificação profissional. Paralelo a isso, a viabilidade de ferramentas que a tecnologia proporciona acaba por tornar o mercado empregatício, gradativamente, inacessível. Tal fator é evidenciado pela teoria contemporânea nomeada “darwinismo tecnológico”, ao defender que aqueles que melhor se adaptarem a ela, terão destaque e, consequentemente, mais oportunidades. Paralelo a isso, os novos mecanismos técnicos oportunizam o refinamento do saber e destreza de muitos, contudo, faz com que os demais não sejam, de igual forma, beneficiados. Dessa forma, a habilitação profissional passa a ser a principal maneira de seleção, o que acaba por salientar a seguinte realidade: o desemprego, que afeta, principalmente, os indivíduos com baixa renda, urgindo, portanto, a resolução do impasse.

Sendo assim, compete ao Ministério da Educação implementar ao ensino médio cursos técnicos, especificamente, em instituições estaduais e municipais. Tal ação será vigorada por meio de subsídios governamentais, com a inserção de estágios, além da melhoria da infraestrutura das dependências públicas, por exemplo, com a disponibilização de computadores a esses locais. Essa ação terá como finalidade refinar o saber do jovem para a conduta em meio empregatício, além de  inseri-lo ao âmbito técnico.   Espera-se, com essa medida, a viabilização de artífices, por parte das superintendências, para a qualificação, o maior preparo do jovem, de forma a atender às requisições das empresas e, com isso,  torná-lo apto para a conjuntura de globalização.