O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 03/12/2020

“A tempestade perfeita”

Desde dos primeiros passos dados pela revolução industrial inglesa ainda no século XVIII, foi criada a necessidade do constante processo de especialização do trabalhador. Para isso ser possível foram desenvolvido diversos cursos, escolas e faculdades, focadas sobretudo na formação dessa mão de obra. Levando isso em consideração as diversas gerações posteriores a revolução industrial visam sobretudo se encaixar de maneira coesa nesse vasto mercado de trabalho especializado e competitivo. Os jovens, principalmente dos países em desenvolvimento tem sentido a falta dessa integração com os seus futuros lugares de trabalho, seja por falta de especialização ou por falta de comunicação por parte das instituições de estudo com os empregadores.

A desocupação que afligem os jovens ocorre em sua maioria por um desilusão que essa geração tem com o futuro, e principalmente com a falta de incentivos por parte da sociedade para que os mesmos galguem uma especialização ou procurem um emprego. A principal causa é a falta de um sistema de integração com o mercado de trabalho logo cedo na juventude, a falta de escolas técnicas e o desalento dos empregadores em contratar um profissional sem experiência criando dessa maneira uma tempestade perfeita para o aumento do desemprego juvenil.

É certo que a alta taxa de desemprego e de pessoas não especializadas, é diferente entre os países, sendo que alguns demonstram que é sim possível criar um sistema que inclui todos no mercado do trabalho. A Alemanha de maneira exemplar tem escolas técnicas públicas com programas em conjunto com o setor privado para fornecer logo no começo do ensino médio oportunidade para o jovem trabalhar em uma indústria, esse modelo é seguido no Brasil pelo Senai que tem sido depenado por diversas administrações ao longo dos anos.

Com tudo que foi exposto podemos observar que o problema de oportunidade e dos desafios pode ser contornado com um empenho maior por parte das instituições de ensino federais, estaduais e municipais, em conjunto com as comunidades locais e seus inúmeros empregadores com o intuito  de incluir os jovens em postos de trabalhos de forma eficaz e inovadora, aumentando dessa maneira a empregabilidade total da sociedade brasileira.