O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 02/12/2020

Conforme a primeira lei de Newton, um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele, mudando-o de percurso. Nessa perspectiva, em alusão à realidade do Brasil, ainda que a ciência tenha contribuído para o acesso às informações, por meio da internet, ainda assim existem obstáculos a serem superados. Com isso, ao invés de funcionar como a força capaz de reverter essa situação, os desafios a respeito da exigência de um profissional qualificado, bem como a falta do conhecimento acaba por contribuir com a situação atual.

Em primeira análise, é indubitável que o mercado de trabalho exige um profissional qualificado, tanto quanto experiente, a fim de suprir as necessidades da demanda e proporcionar um crescimento econômico significativo. No entanto, é notório que essa situação se aplica como sendo incompatível com a realidade de muitos jovens, uma vez que a primeira oportunidade de emprego é um problema, especialmente pela exigência do mercado trabalhista. Desse modo, fica claro a necessidade de cada cidadão garantir seu espaço, em contrapartida aumenta as relações sociais frágeis, em detrimento da competitividade, segundo o pensamento do filósofo Zygmunt Bauman.

Sob um segundo enfoque, para o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), afirma que 23% dos jovens brasileiros não trabalham e nem estudam. Dessa maneira, sabe-que a inclusão no âmbito profissional fica ainda mais difícil, principalmente porque os estudos é uma ferramenta que garante o conhecimento. Com isso, sem a conclusão de um ensino de qualidade, os cursos complementares profissionalizantes ou extracurriculares são inviáveis, dificultando as chances de contratação. Nesse sentido, é importante que o Poder Público tome medidas para garantir a qualificação das pessoas, bem como o incentivo a manutenção dos estudos, para que os jovens conquistem o mercado de trabalho.       Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que realizem a mudança do percurso. Para isso, urge que o Ministério do Trabalho crie, por meio de verbas governamentais, projetos nas empresas, sendo administrados por entrevistadores de emprego, para que as oportunidades de vaga seja priorizado aos jovens, mesmo que a falta de experiência seja um problema, a fim de capacitar essas pessoas dentro daquilo que foi imposto. Além disso, cabe ao governo garantir nas escolas de ensino público, a manutenção dos estudos, por meio do ensino técnico, para que o aluno deixe a escola com o mínimo de conhecimento acerca de uma área profissionalizante. Somente assim, será possível a mudança do percurso, de modo que garanta a perspectiva de um mundo melhor.