O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 04/12/2020
De acordo com o filósofo Karl Marx, as classes possuem interesses antagônicos, enquanto o operário visa melhores condições de trabalho, o empresário buscar o aumento do lucro. Acerca dessa lógica, o avanço técnico-informacional influi, em maioria, para a precarização do mercado de trabalho. Não obstante, a inobservância governamental no amparo aos trabalhadores coadjuva, em parte, ao aumento de desempregados. Logo, ações estatais que transmudem os fatos fazem-se prementes.
Destarte, o progresso da racionalização do trabalho coopera, majoritariamente, com a ascensão de empregos informais. Sob essa óptica, no século XVIII, auge da Revolução Industrial, eclodiu o movimento ludista, no qual os trabalhadores quebravam as máquinas alegando que aquelas roubavam seus empregos. Nesse viés, hodiernamente, é notável que, com a implantação e com os avanços da tecnologia, numerosos trabalhadores corram o risco de perderem seus ofícios, visto que, em geral, milhares de servidores podem ser substituídos por uma máquina, tendo que buscar alternativas no trabalho informal, precarizando seus direitos. Desse modo, atos que mudem esse cenário são urgentes.
Outrossim, o desamparo de ações do Estado que suportem esses trabalhadores contribui, em geral, na ascensão dos desempregados. Nessa conjuntura, com a pandemia do novo coronavírus, notou-se o fato que muitos países não possuem leis de cunho social capazes de proteger a relação de trabalho, o que gera uma sensação de abandono em parte da população. À vista disso, com as instáveis medidas governamentais de apoio ao trabalhador, é notório que numerosos trabalhadores busquem maneiras alternativas de complementar sua renda, fato que, em parte, contribui no aumento substancial da crise econômica vigente no País. Por conseguinte, atos que transmutem essa realidade são importantes.
À luz dessas considerações, é fulcral que o Governo, junto ao Ministério da Cidadania, deve criar medidas que realoquem esses trabalhadores que obtiverem seus empregos prejudicados por fatores externos, como o implemento de máquinas, capacitando-os por meio de cursos e testes gratuitos, intentando para que esses servidores continuem a obter a mesma renda sem correr o risco de “ficarem para trás” nos avanços das tecnologias. Ademais, o Ministério da Cidadania deve realizar a implantação de auxílios financeiros aos pequenos e médios trabalhadores que prestem serviços informais, visando ao desenvolvimento e garantindo o florescimento desses ofícios, objetivando à garantia de renda desses prestadores. Por esses intermédios, a precarização do trabalho pode vir a deixar de ser um imbróglio no País.