O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 06/12/2020
Sócrates, grande filósofo da Idade Antiga, dizia que para o homem ser completo, ele deveria estudar, trabalhar e lutar. Paralelo à este pensamento, contudo, os jovens brasileiros encontram dificuldades para se inserir no mercado de trabalho. Nesse sentido, é necessário analisar fatores intrinsecamente ligados à problemática como as exigências excessivas e a ineficácia das leis constitucionais.
Em primeiro lugar, cabe destacar as exigências trabalhistas no que tange à inserção do jovem no mercado de trabalho nacional. Na série televisiva “Baby”, de origem estadunidense, é retratada a história de um menina que, ao finalizar o Ensino Médio, enviou um currículo para trabalhar em uma empresa como administradora; entretanto, foi recusada por não ter experiência no ramo. Paralelo à ficção, no Brasil, diversas empresas exigem certa experiência no âmbito profissional, uma vez que consideram inaptos aqueles que ainda não tiveram contato com o meio trabalhista. Por consequência, o número de adolescentes desempregados tende a crescer no país. Logo, não há dúvidas de que tais exigências corroboram o cenário em questão.
Outrossim, vale pontuar a negligência das leis constitucionais mediante a entrada do adolescente no mercado de trabalho brasileiro. Segundo a Lei de Aprendizagem, todas as empresas de médio e grande porte devem contratar um número de aprendizes equivalente a no máximo 15%. Todavia, essa lei tem sido não somente teoria, haja vista que as empresas não agem conforme as leis e desprezam o trabalho juvenil, recusando-se a profissionalizar o jovem de forma gradual. Consequentemente, os adolescentes crescem sem profissionalização e oportunidades no ramo de trabalho. Portanto, é inegável que a ineficácia das leis constitucionais dificulta a inserção do jovem no âmbito laboral.
Por fim, urge que o Poder Judiciário - órgão responsável por julgar e aplicar as leis nacionais -, promova o desenvolvimento de mecanismos alternativos para punir aqueles que desrespeitarem as leis prescritas, por meio de um conjunto de decretos a ser entregue à Câmara dos Deputados, a fim de que os jovens possam ser inseridos no mercado de trabalho nacional e ter seus direitos assegurados. Espera-se, com essa medida, que os pensamentos de Sócrates possam ser representados nacionalmente.