O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 08/12/2020
É notório que o mercado funcional seleciona os indivíduos com experiência para ocupar a vaga ofertada. Não se pode negar, que a geração jovem conceituada na atualidade é denominada geração Z, visto que nasceram em um mundo globalizado, no qual a tecnologia vem sendo expandida rapidamente em diversos ramos. Por conseguinte, a isso os jovens brasileiros vêm sofrendo da síndrome da “Era Robótica”, no qual a maior parte das empresas utilizam de serviços com atendimentos automatizados, excluindo parcialmente a necessidade de um indivíduo em determinada função. Nesse sentido, fica evidente então, a necessidade de análise dos desafios enfrentados pelos jovens brasileiros para o ingresso no serviço laboral.
Em primeira análise, é importante mencionar os benefícios da geração pós-millenial, posto que compreendem de tecnologias e têm domínio de sites, aplicativos e sistemas, o que prontamente contribui, para com a empresa contratante desses adolescentes. Contudo, as companhias admissíveis, optam por não assalariar jovens sem experiência, já que encontram pessoas veteranas para o cargo disponível, facilitando o lado empresarial e dificultando ainda mais a entrada do jovem no mercado. Ademais, os aprendizes dispõem de autonomia e dificuldade de acatar determinadas regras, além do que, procuram empresas que viabilizam a flexibilização no tempo de trabalho, como o cenário de Home Office e carga horaria ajustável, em razão de que os jovens contemporâneos fazem inúmeras tarefas simultaneamente.
Dessarte, a falta de ratificação das empresas em contratarem aprendizes, faz com que compactuam com as dificuldades de inserção dos novatos no mercado de trabalho e com o desamparo desses indivíduos para com a sociedade. Segundo o polímata Benjamin Franklin, o trabalho é a fonte de dignificação humana, é através do trabalho que o homem contribui para a sociedade e para si mesmo. Perante o exposto, é de suma magnitude ressaltar a importância da educação com o vínculo empregatício, uma vez que a escola deverá vincular-se ao mundo do trabalho, preparando os adolescentes para um mercado inicial remunerado.
Torna-se evidente, portanto, que medidas são necessárias para combater os desafios e o preconceito com a contratação sem experiência. É de cunho do poder Executivo coadjuvante ao Ministério da Educação, a adaptação do currículo escolar as necessidades de formação social dos indivíduos, através da efetivação do novo ensino médio, criando laboratórios nos quais desenvolvem projetos imediatistas, como cursos técnicos de acordo com o déficit laboral de cada região, preparando assim o aluno para lidar com o mercado de trabalho.