O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 12/12/2020

Por mais que tardiamente, os fenômenos da Primeira Revolução Indústrial europeia se estabeleceram no Brasil, provocando mudanças significativas no mercado de trabalho contemporâneo. Diante desse contexto, a população jovem brasileira encontra, atualmente, obstáculos para seguir um caminho linear e efetivo em busca de sua inclusão na sociedade por meio do trabalho. Assim, é imperial entender como esses desafios se estruturaram e as respectivas facilitações que esse cenário globalizado proporcionou ao jovem brasileiro no que tange a sua presença nos meios de produção capitalista.

Em primeiro plano, aborda-se que, de acordo com o Sociólogo Emile Durkhein, a sociedade é um organismo vivo, na qual, independentemente de suas mudanças sempre entrará em homeostase. No entanto, os  obstáculos encontrados pelos jovens para serem incluidos no mercado de trabalho é fruto de um contínuo desequilíbrio. Tal desproporcionalidade é consequência de uma falha estrutural, na qual se estabelece por não obter, no ambiente acadêmico, a presença da educação financeira que incentive os jovens a adquirirem autonomia econômica e, sobretudo, um acompanhamento emocional, que prepare-os para lidar com os desafios e terem a total convicção de suas capacidades intelectuais. Com efeito, dados do Instatuto de Pesquisa Economica Aplicada, afirma que, cerca de 25% dos jovens no Brasil nem estudam e nem trabalham, ou seja, não se desenvolvem cognitivamente e vivem alheios à sociedade, sem contribuir efetivamente para o seu amadurecimento e nem somar positivamente à economia nacional.

Em segundo plano, por mais que o atual cenário estrutural nacional funcione como um fator limitante à ascensão dos mancebos, a tecnologia surge, nesse aspecto, como um agente democratizador. Nesse viés, ao passo que a tecnologia digital invade os ambientes de trabalho, criam novas possibilidades e facilitações ao jovem, pois esse meio, na maioria dos casos, é um universo ao qual essa geração está inserida. Um exemplo disso é o crescimento agudo do E-sports e o fortalecimento do Home Office - ambos geram uma grande gama de empregos para essa classe -. Logo, evidencia-se a importancia tanto da educação como da tecnologia digital para agregar igualdade e função social a essa parcela da população que é tão importante para o pleno desenvolvimento da nação.

Portanto, urgem ações que modifiquem esse cenário. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação instituir, por meio de reformas na grade estudantil, à escolas de rede pública e privada, o ensino do ‘Estudo Financeiro’ como matéria obrigatória e, além disso, promover uma parceria de instituições de ensino com empresas estatais para que essas, viabilizem estágios educativos aos alunos volutários desde o ensino básico. Tudo isso com o intuito de garantir, para os jovens, um futuro mais promissor.