O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 18/12/2020

Segundo o IPEA, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, mais de 20% dos jovens não trabalham e nem estudam. Sob essa ótica, a população de 15 á 25 anos por fatores socioemocionais ligados a alta exigência trabalhista hodiernamente e pela a insuficiência de vagas de emprego para todos os jovens do Brasil, tem encontrado dificuldades no ingresso do mercado de trabalho. Logo, urge a mudança imediata de tal realidade, visando evitar uma futura crise econômica nacional gerada por um alto nível de desemprego, haja vista a ausência de futuros profissionais e pessoas gerando renda para o país.

A priori, a professora Greicy Weschenfelder, autora de um artigo sobre jovens no mercado de trabalho, disse que é necessário ser um diferencial em meio á uma legião de concorrentes e que só é possível atingir tal feito através dos estudos. Nesse sentido, vários jovens por terem uma estrutura familiar fraca e um emocional abalado, ao se depararem com a alta exigência trabalhista e um baixo nível de capacitação própria, se frustram e entram em um limbo emocional onde não buscam aprimoramento dos seus estudos e nem adentram no mercado de trabalho.

A postori, apesar de existirem políticas públicas em empresas que visam a participação dos jovens em qualquer instituição trabalhista, como decreta a lei nº 10.097/2000 onde é obrigatório no mínimo 5% de aprendizes que estejam matriculados em uma instituição de estudo, ainda não basta para que se resolva a problemática. Haja vista que o empecilho se encontra na quantidade de vagas, que são insuficientes. Logo, gerando a disputa acirrada entre os jovens contemporâneos por estar selecionando os melhores candidatos e não ingressando no mercado trabalhista todos os realmente capacitados.

Portanto, para que não haja uma futura crise econômica e diminua-se a porcentagem de jovens ociosos, urge uma ação mais eficaz do MEC (ministério da educação) e das escolas, onde serão criados cursos financiados pelo o MEC e executados nas instituições de ensino, abordando assuntos sobre empreendimento e maneiras de obter-se renda de forma autônoma, para que assim os jovens não compitam, necessariamente, com vários outros candidatos para vagas de empregos em iniciativas privadas e que assim possa-se ser reduzida e equilibrada a disputa trabalhista, fazendo com que os jovens não se sintam pressionados e direcionados a um único caminho.