O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 25/12/2020

O advento da Terceira Revolução Industrial propiciou um aumento significativo da concorrência no mercado de trabalho,em decorrência do avanço tecnológico, a qual afetou a inserção do público jovem nesse meio.Nessa perspectiva, muitos jovens enfrentam obstáculos para entrarem no âmbito laboral tanto por falta de oportunidades quanto por falta de capacitação.Nesse contexto, urge analisar como o sistema educacional e a recessão econômica impulsionam tal problemática.

Convém ressaltar ,a princípio, que os impasses na inserção do público jovem no mercado de trabalho estão intrinsecamente relacionados ao precário sistema educacional público. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a taxa de desemprego entre cidadãos de 18 a 24 anos atinge 27,1% no primeiro trimestre de 2020.Nesse viés, tal panorama ocorre,sobretudo, devido à baixa qualificação desses indivíduos que não são capacitados durante o período escolar para realizarem atividades laborais após a conclusão do ensino médio. Desse modo, essa parcela da sociedade por não atender as exigências da maioria dos postos de trabalhos hodiernos, os quais solicitam ampla aptidão cognitiva e técnica ficam suscetíveis a condições de vulnerabilidade social

Outrossim, vale salientar que a recessão econômica vigente ocasionou uma conjuntura de desemprego em massa.Segundo a Fundação Getúlio Vargas, o PIB brasileiro caiu 9,7% em 2020.A esse respeito, esse cenário dificulta a introdução dos jovens nas atividades laborais, à medida que a estagnação econômica se opõe ao aumento de empregos.Diante disso, esse contexto aliado à falta de oportunidades de trabalho vabiliza o crescimento de desemprego, visto que muitas empresas tem como pré-requisito experiência profissional e,dessa maneira, o público jovem em busca do primeiro emprego acabam não sendo empregados.Consequentemente, esses indivíduos ficam a mercê de empregos informais.

Infere-se, portanto, que é imprescindível adotar medidas para ampliar a inserção do público jovem no mercado de trabalho.Logo, cabe ao Ministério da Educação - ramo do Estado responsável pela formação civil - disponibilizar nas escolas públicas e privadas cursos técnicos de capacitação profisssional, os quais desenvolvam nos discentes as habilidades solicitadas no âmbito laboral.Isso deve ser feito por meio de subsídios governamentais, a fim de proporcionar a esses indvíduos uma preparação adequada para entrarem no meio empregatício.A partir disso, espera-se que esses cidadãos sejam inseridos no mercado de trabalho.