O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 26/12/2020
A partir da Revolução Industrial, diversos povos passaram por transformações não só econômicas como, principalmente, sociais. Embora a sociedade brasileira atual apresente contornos específicos, ainda é possível visualizar o legado presente, sobretudo, na questão dos desafios ao ingresso do jovem no mercado de trabalho. Diante disso, a falta de incentivo parental em relação aos estudos e a busca por trabalho criam frustrações, grandes problemas emocionais e financeiros para essa minoria.
Deve-se pontuar, de início, que a base educacional familiar se configura como um grave problema para a inserção do jovem no mercado de trabalho. Nesse sentido, o grande sociólogo estadunidense do século XX, Talcott Parsons já dizia “A família é uma máquina que produz personalidades humanas e tem a função de modificar o meio social”. Dessa forma, convém ressaltar que, infelizmente, o núcleo familiar de milhares de brasileiros desfruta de uma triste realidade com as crianças e adolescentes, tendo em vista que há jovens, em muitas famílias, com a necessidade de abandonar a escola para ajudar em casa nos afazeres domésticos, trabalhar em sinaleiras e recolher materiais recicláveis nas ruas. Sob essa ótica, o imbróglio desses indivíduos perante a entrada no mercado de trabalho é apresentado como uma mazela passada de geração em geração, o que dificulta seu extermínio por forças externas, uma vez que o cerne do problema encontra-se dentro das casas destas pessoas.
Ademais, tendo em vista o exposto, é indubitável analisar que existem graves consequências para os jovens que adivindem de ensinamentos contrários ao aperfeiçoamento intelectual. Desse modo, devido a negligência educacional, em inúmeros agrupamentos familiares, são gerados adultos problemáticos e frustrados com seu futuro no mercado de trabalho, dessa maneira dados da Organização Mundial da Saúde corroboram o tamanho do empecilho que os brasileiros enfrentam, haja vista que cerca de 6% da população de nosso país é depressiva. Sendo assim, frequentemente, esses indivíduos dependem de fármacos não só para combater a dor de ser excluído socialmente, mas também para tratar doenças mentais e psicológicas como ansiedade. Logo, essa estatística revela, lamentavelmente, que diversos jovens apresentam tendências suicidas em decorrência de não estarem aptos ao mercado de trabalho.
Infere-se, portanto, que é imprescindível resolver os desafios do mercado de trabalho para os jovens contemporâneos. Destarte, cabe ao Ministério da Educação junto às escolas criarem o projeto “Estude mais”. Esse programa deve ser feito por meio de ensinamentos e debates com pais e alunos em turnos inversos, os quais serão ministrados por diretores, professores e psicólogos, a fim de mostrar a importância do aperfeiçoamento nos estudos para combater a depressão e inserir jovens em empregos dignos na sociedade. Assim, a família será uma “máquina” produtora de personalidades responsáveis.