O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 15/01/2021
Criado pelo Governo em 2000, o Jovem Aprediz, é uma forma de contratação de profissionais de 14 a 24 anos, com objetivo de estimular emprego e a formação profissional. No entanto, tal pesrpectiva não é adotada de maneira abrangente no Brasil, levando em conta a concentração de empresas que adotam esse projeto, estão localizadas em sua maioria nos grandes centros urbanos, fazendo com que muitos jovens, ainda não usufruem dessa oportunidade. Diante disso, faz-se necessário medidas interventivas para conter à problemática, a qual é agravada devido aos poucos mecanismos para inserção dos jovens no mercado, mas também, á falha educacional brasileira, na preparação das gerações Y e Z ao mercado de trabalho.
A princípio, convém enfatizar a precária alternativa para o ingresso no mercado de trabalho. Nesse sentido, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro e Geografia e Estatistica), à taxa de desemprego de jovens atingiu 27,1% no primeiro trimestre de 20250. Nessa lógica, o desemprego entre os jovens tende a crescer, devido à mão de obra inserida no mercado anualmente, que cada vez mais, exige experiência e qualificação na área onde se está procurando trabalho. Dessa forma, aumenta o número de trabalhadores temporários e jovens desempregados, consequentemente a miséria no país aumentará.
Outrossim, é imperativo destacar a falha educacional como agente causador na dificuldade do jovem inserir no âmbito trabalhista. Segundo o LDB (Lei de Diretriz e Bases da Educação Brasileira), “a educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e á prática social”. Entretanto, a educação brasileira ainda não prepara, de forma integral, a formação dos jovens para lidar com o mercado de trabalho, levando em conta apenas o prepara para as provas, afstando a necessidade de desenvolvimento de competência social e emcional para lidar com situações-problemas. Desse modo, esse preparo reflete no desempenho de seleções de empregos e entrevistas, deixando os jovens à margem das oportunidades.
Evidencia-se, portanto, a necessidade de ações interventivas para minimizar a problemática. Para tanto, o Município, deve fazer parcerias com empresas que oportunizem a contratação integral dos jovens. Além disso, compete ao Ministério da Educação, órgão responsável pelas políticas nacionais educativas,por meio do amplo debate entre Estado, professores e empresas, introduzir uma nova efatização do “novo ensino médio”, e consequentemente atender à necessidade estrutural da sociedade. Consequentemente, feito isso, o Brasil poderá gradativamente mudar esse entrave.