O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 29/01/2021
Durante o período de pandemia de coronavírus em 2020, a taxa de desemprego subiu descontroladamente, o que exigiu que os jovens buscassem seus primeiros empregos a fim de manter o bem-estar da família. Entretanto, apesar da crescente e benéfica inserção da juventude no mercado de trabalho atualmente, há falta de instrução e ensino sobre o mundo laboral, o que acarreta na submissão a subempregos.
Entre as causas desses desafios, destaca-se a desinformação dos jovens acerca de suas oportunidades laborais. Embora a Constituição Federal de 1988, no Artigo 214, garanta a instauração de políticas públicas que eduquem os adolescentes para o trabalho, tal dever não ocorre, visto que o baixo conhecimento sobre seus direitos trabalhistas, busca de emprego e formação de currículo prepondera. Dessa forma, a juventude torna-se cada vez mais suscetível à exploração de sua mão-de-obra.
Consequentemente, o desconhecimento do mundo laboral permite a precarização das condições de emprego juvenil. Nesse sentido, aplica-se o conceito de proletariado, cunhado pelo filósofo alemão Karl Marx: os trabalhadores são oprimidos e humilhados para venderem sua força de trabalho, sendo pouco reconhecidos sobre seus esforços. De modo análogo, a ignorância juvenil perante o mercado de trabalho assenta os jovens no proletariado, agravando assim suas condições socioeconômicas.
É imprescindível, portanto, que o cenário contemporâneo da empregabilidade juvenil seja alterado. Para isso, as escolas devem fornecer aulas de educação profissional aos alunos do ensino médio no turno inverso, ministradas por professores de sociologia. Essas devem visar o ensino dos jovens sobre seus direitos como trabalhador, o sistema de previdência e como administrar um salário, a fim de garantir a dignidade da juventude no mercado de trabalho. Dessa forma, a presença de jovens - informados e conscientes - empregados no Brasil crescerá exponencialmente.