O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 26/02/2021

A Revolução 4.0 começou com a ampliação da internet, que proporcionou maior globalização, no começo do século XX, além de exigir maior tecnologia — e conhecimento científico — dos trabalhadores. Em suma, o jovem contemporâneo, para ter oportunidades no mercado de trabalho, também precisa de tais quesitos, o que, muitas vezes, gera grandes desafios para eles mesmos. Nesse sentido, em razão de uma educação deficitária, a difícil luta pela sobrevivência se torna mais acirrada.

Diante desse cenário, a baixa qualidade educacional é um forte motivo ao aumento de dificuldades do ingresso dos mais novos nas atividades laborais. Nesse viés, consoante Paulo Freire — educador e filósofo brasileiro —, sem educação, a sociedade não muda. Sob essa lógica, se há um obstáculo social, há uma lacuna educacional. Sendo assim, ao se observar a realidade de muitos países, inclusive a do Brasil, nota-se que a área do ensino, principalemente a pública, às vezes, não supre as necessidades da nova geração à entrada no ensino superior e nem ao ramo trabalhista, uma vez que, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, quase 1/4 dos jovens brasileiros não trabalham e nem estudam.  Assim, um dos caminho para combater o desemprego entre a população juvenil é usar a ideia verificada por Freire: investir na educação para melhorar o futuro da nação.

Nesse contexto de grandes impasses na base escolar dos estudantes, para conseguirem sobreviver, vários miseráveis apelam ao trabalho informal ou à marginalidade. Sob esse ângulo, conforme a filósofa Hannah Arendt, o pior mal é aquele visto como algo cotidiano. Diante do exposto, ao se analisar a rotina de diversos cidadãos com recursos financeiros limitados, percebe-se que, pela dificuldade de conseguir um emprego formal, alguns — infelizmente — entram no mundo do crime ou se submentem a ofícios, nos quais, por não terem Carteira de Trabalho, poderão ser subjulgados por seus patrões. Com isso, é indubitável que, se aumentar o investimentos nas escolas, essa situação calamitosa poderá mudar e o mundo conseguirá combater o problema denunciado por Arendt: a banalidade do mal.

Infere-se, portanto, que o Ministério da Educação, enquanto regulador das práticas educacionais do país, em parceria ao Centro de Integração Empresa Escola, amplie os direitos dos estudantes, por meio de projetos de implantação de variados cursos técnicos, por exemplo, o técnico em finanças, em todas as escolas públicas do país, a fim de garantir maior conhecimento científico — necessário na 4ª Revolução Industrial — e mais chances nos negócios. Dessa forma, espera-se oferecer mais oportunidades aos jovens no mercado de trabalho.