O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 24/02/2021
Conforme o artigo 6°, da Constituição Federal de 1988, é assegurado o direito social ao trabalho. Entretanto é possível ser observado no quadro atual brasileiro que, a inserção dos jovens no mercado de trabalho tornou-se gradativamente mais árdua com o passar dos anos. Tal dificuldade é resultado de uma parcela acentuada de jovens com baixa escolaridade e de um sistema educacional falho no que diz respeito à preparação dos jovens para o mercado de trabalho. Diante de tal problemática, evidencia-se o descaso e a ineficácia governamental em consonância dos fatores apresentados.
Em primeiro lugar, vale ressaltar uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, onde foi apontado que 23% dos jovens brasileiros não trabalham e nem estudam, sendo assim, um dos maiores percentuais de jovens nessas circunstâncias entre nove países da América Latina e Caribe. Acerca disso, é pertinente trazer a obra cinematográfica brasileira “Segunda Chamada’’ à exibição, a qual explicita a veracidade das atuais situações dos colégios no Brasil, ou seja, com uma infraestrutura precária e uma qualidade de educação deficiente”. Os fatores mencionados anteriormente promovem o afastamento da classe juvenil dos colégios e, consequentemente, a baixa aptidão no trabalho dela.
Em segundo lugar, vale ressaltar a carência de capacitação da juventude, já que, as empresas optam pela contratação de trabalhadores com mais experientes e capacitados. Diante disso, interessa evidenciar a teoria da Tábula Rasa do filósofo John Locke, a qual explicita que a mente humana é uma espécie de tela em branco quando nasce e, com a aquisição de informações, aprendizados e experiências, o conhecimento do homem é moldado. Nesse sentido, somente a prática dos jovens gera o aprimoramento de suas habilidades. Dessa maneira, vê-se a necessidade da mudança de atitude das empresas em questão de forma lépida.
Portanto, é imprescindível a adoção de medidas eficientes capazes de inserir os jovens no mercado de trabalho. Para isso, cabe ao Poder Legislativo e ao Poder Executivo melhorar as estrutura do ensino brasileiro. Isso deve ser feito por intermédio de destinação de verbas para a área da educação e também da realização de obras na infraestrutura das instituições de ensino, com o intuito de estimular a permanência da classe manceba nos colégios. Além disso, os estabelecimentos devem contratar os mais novos com a finalidade de desenvolvê-los e torná-los mestres em seu trabalho. Somente assim, a Constituição efetivar-se-á.