O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 04/03/2021

O Artigo 6 da Constituição Federal de 1988 aborda, como direito inalienável, a inserção no mercado de trabalho para todo o cidadão brasileiro, inclusive os efebos. Nesse cenário, o jovem contemporâneo, futuro do país, assim como oportunidades, possui desafios à aquisição vínculos empregatícios. Logo, convém elencar os fatores que corroboram esse impasse: a dificuldade à aplicação do conhecimento adquirido, ao longo da formação, no trabalho, bem como a exigência das empresas.

É mister destacar, primeiramente, que o emprego é aspecto fundamental para a aplicabilidade dos conhecimentos adquiridos ao ongo da escolarização. Isso porque,  os saberes teóricos obtidos de maneira passiva ao longo da formação acadêmica são sancionados mediante a prática ativa no ambiente profissional. Nesse ínterim, o sociólogo francês Émile Durkheim salienta que “O indivíduo só poderá agir à medida que aprender a conhecer o contexto em que está inserido”. Sob tal ótica, o impasse encontrado pela juventude à entrada no ambiente empregatício reside na quantia exacerbada de informações que lhes são transmitidas e, por conseguinte, a pouca praticidade. Dessarte, os indivíduos acabam por serem “saturados” com uma miríade de dados, majoritariamente, ineficazes para a plena compreensão prática, o que, por corolário, torna-os inaptos ao trabalho.  Esse fator foi evidenciado pelo G1, posto que,  40% dos jovens com ensino superior não têm emprego qualificado.

Em segunda instância,  o mercado de trabalho possibilita aos jovens a emancipação individual  e oportunidades para a ascenção social. No entanto, a maioria das empresas, em face da crise econômica atual, acaba por escolher profissionais mais experientes, visto que os tais não necessitam de tanta instrução, levando-os a iniciarem a produção de maneira rápida em relação aos jovens. Prova disso é que segundo a Associação Brasileira de Recursos Humanos, a população jovem é a mais afetada pela crise econômica e pelo desemprego. Dessa forma, o público juvenil acaba por perder perspectivas de empregabilidade, o que ocasiona um retrocesso para  os atuais empregados, uma vez que os mais jovens são a base para a garantia de fatores como previdência social dos mais velhos.

Diante do exposto, urge que medidas sejam implementadas para mitigar os impasses da inserção do público jovem ao mercado empregatício de forma a aumentar a demanda de oportunidades. Sendo assim, cabe ao Ministério da Economia implementar um sistema denominado “Emprego Universitário” na grade curricular. Tal atitude será vigorada por meio da associação com empresas privadas, que contarão com monitores profissionais a fim de que, posteriormente, os jovens recém formados possam ser direcionados a novos empregos. Espera-se, com essa deliberação, uma experiência prévia por parte do jovem que atenda às demandas das empresas e, por fim, a ratificação da Magna Carta.