O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 11/04/2021
“Nenhuma sociedade que esquece a arte de questionar pode esperar encontrar respostas para os problemas que a afligem”, frase dita pelo filósofo e sociólogo polonês Zygmunt Bauman, que relaciona os povos com as questões sociais do século XXI, como é o caso dos jovens brasileiros no mercado de trabalho, âmbito em que se encontra diversas dificuldades, tais como, falta de espaço no meio empresarial, problemas familiares e escolares, entre outros fatores.
Primeiramente, muitos adolescentes sentem despreparados ao adentrar o mundo profissional. Dentro desse contexto, é fundamental estar atento às oportunidades oferecidas. A Lei n.º 10.097 / 2000, ampliada pelo Decreto Federal n.º 5.598 / 2005, determinar que todas as empresas de médio e grande porte contratem um número de aprendizes equivalentes a um mínimo de 5% e um máximo de 15% do seu quadro de funcionários. Contudo, autoconfiança e responsabilidade profissional são obrigatórias a serem conquistadas nesse setor.
Ademais, entre aqueles que nunca frequentaram a escola, 82,3% estavam sem trabalho em 2019. Segundo a analista do IBGE, Luanda Botelho, “Quanto mais cedo os jovens abandonam os estudos, maiores as chances de estarem sem ocupação”. Tal fato indica que por falta de oportunidade e estrutura familiar, muitos adolescentes saem da escola em busca das melhores condições de vida e, com isso, não precisa um currículo para ingressar em uma carreira.
Em suma, devido à falta de experiência em um ofício ou problemas familiares e sociais, faz-se necessário reforçar tal lei e maior apoio de empresas na criação de vagas para jovens trabalhadores como, por exemplo, menores aprendizes; além de levar a discussão sobre tais assuntos à sociedade, principalmente no que se refere a educação, para que ocorra mudança na mentalidade das próximas gerações, sendo esta, segundo Bauman, o caminho para achar as respostas desse problema.