O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 22/04/2021
Brás Cubas, autor-defunto do romance “Memórias Póstumas” de Machado de Assis disse que, não teve filhos e não transmitiu a nenhuma criatura o legado da nossa miséria. Possivelmente, ele estava acertado sua decisão, afinal, é incabível que em um país em desenvolvimento, os jovens provedores do futuro da nação, sejam tratados com inaptidão e abalizados como inábeis pelo mercado de trabalho brasileiro, seja pela recessão econômica que se estende no país , seja pela inoperância educacional na formação de jovens contratados.
Primeiramente, realça o cenário do desemprego juvenil na era da tecnologia. Segundo dados do IBGE, a maior parte dos desempregados e dos que buscam o primeiro emprego se concentra na faixa dos 15 aos 24 anos, idade em que a maioria dos jovens se encontra em faculdades ou centros tecnológicos.
Cabe ressaltar, também, o grande entrave tecnológico dos países subdesenvolvidos chamado de “fuga de cérebros”. Esse conceito consiste em um grande escoamento de pessoas altamente qualificadas para fora de seu país de origem, geralmente em busca de melhores salários e reconhecimento. O Brasil sofre diretamente com esse problema, tendo em vista que o atraso tecnológico e científico das indústrias nacionais é um fator repulsivo para os jovens que visam se destacar no mercado de trabalho e, consequentemente, conseguir um emprego bem remunerado.
Outrossim, o Estado deve ampliar o Programa Nacional de Inclusão de Jovens, para uma maior inserção desses cidadãos, tal como, uma melhor capacitação dos profissionais nos institutos com o fito de aperfeiçoar o ensino ofertado aos estudantes e para atenuar a exclusão dos grupos nos meios trabalhistas. Somando-se a isso, é preciso de ações midiáticas com o desígnio de saliente a importância do jovem para o avanço do país, criando uma nação que Brás Cubas prezaria.