O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 22/04/2021

Primordialmente, a necessidade de um ensino médio completo somada a formação técnica do mesmo, que empresas buscam para serem receptíveis a funcionários, obstam que os jovens Nem-nem (não tenham trabalho nem estudo) consigam um emprego. De acordo com o estudo “Millennials na América e no Caribe: trabalhar ou estudar?” 31% desses jovens estão à procura de trabalho, principalmente os homens. A exigência do mercado é tendenciosa para somente aqueles que estudam, e não aqueles que são obrigados a sair da escola por motivos familiares.

No presente momento, no qual enfrentamos uma pandemia, a crise sanitária mundial impõe obstáculos para os jovens brasileiros, afinal, ela aumenta o risco de evasão escolar (seja ainda no colégio ou faculdade), De acordo com um levantamento do Datafolha, 4 milhões de alunos entre 6 e 34 anos abandonaram a escola, o que representa 8,4% dos estudantes nessa faixa etária.

Em consequência da pandemia, surgiram oportunidades a os jovens que querem entrar no mundo do trabalho, segundo o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), foram criados quase 150 mil novos contratos de trabalho no setor apenas em agosto e essa demanda de mão de obra surgiu porque a procura por imóvel também cresceu. Todavia, aqueles que saíram de seu trajeto de formação escolar, entraram em um limbo e possivelmente não irão mais conseguir um emprego de carteira assinada.

Pouco se entendia a dificuldade de arranjar um emprego sem formação acadêmica, atualmente, essa desavença cresceu com a pandemia. Notoriamente, politicas publicas devem oferecer ajuda para jovens transitarem entre o estudo e o trabalho, assim como reduzir as limitações à formação de jovens, com programas como o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego).