O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 14/04/2021

Segundo o artigo 205 da constituição brasileira, a educação deve preparar o jovem para cidadania e para o mercado de trabalho. Porém, muitas das vezes, não é exercida essa capacitação para o primeiro emprego, fazendo com que eles tenham que enfrentar os muitos desafios sozinhos e percam oportunidades que poderiam mudar suas vidas. Portanto, é preciso analisar as causas e as consequências dos desafios do jovem contemporâneo para engressar no mercado de trabalho, a fim de suluciona-las.

Nessa perspectiva, pode-se pontuar a evasão escolar como primeiro agravante da problemática. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 23% dos jovens brasileiros não estudam e nem trabalham. Isso acontece por causa das possíveis obrigações dentro de casa, problemas com habilidades cognitivas e socioemocionais, falta de políticas públicas e vários outros motivos. Com isso, as escolas deixam de capacitar vários possíveis profissionais que contribuiriam para o mercado brasileiro, além de que, a maioria das empresas exigem ensino médio completo ou pelo meno estar cursando.

Em uma análise mais aprofundada, é relevante abordar o paradoxo da experiência como outra possível causa do problema. Muitas empresas esperam que o futuro funcionário tenha um tempo de experiência de pelo menos seis meses ou um ano, e isso acaba sendo um sério problema para os jovens contemporâneos, já que, para eles terem uma experiência, é preciso conseguir o primeiro emprego. Como consequência, eles não conseguem trabalhar e começam a fazer parte das estatísticas de desocupação no Brasil. Pode-se ver o caminho para um futuro promissor no trecho escrito pela autora e professora Greicy Weschenfelder, “É preciso deixar marcas positivas, ser um diferencial em relação à legião de candidatos potenciais que brigam por uma vaga. Para isso, o jovem precisa fazer a diferença, metas atingível somente através do estudo”.

Em virtude dos fatos mencionados, o governo deve intervir nessa situação. Logo, é dever do Governo Federal ampliar os projetos de emprego para o jovem e que não exijam experiência, como o Menor Aprendiz, visando maiores oportunidades para a nova geração. Além disso, também é importante que o Ministério da Educação ofereça cursos de capacitação e cursos técnicos, para que, assim, seja possível encaixar esses jovens no mercado de trabalho e eles consigam mais espaço lá dentro.