O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 16/04/2021

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, visando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com a inserção do público juvenil no mercado de trabalho torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela redução de funcionários jovens e seja pela falta de oportunidades de emprego a estes, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que os jovens são as principais vítimas da crise econômica causada pela pandemia do Corona Vírus, diz a OIT (Organização Internacional do Trabalho) em um estudo publicado: um em cada seis jovens está desempregado. Desta forma, para tentar superar a crise, os empresários promovem a demissão em massa, visto que o jovem com carteira assinada possui alto custo elevado ao empregador. Evidencia, portanto, que a redução de funcionários adolescentes está ligado a premência de superar o cenário negativo da crise econômica.

Outrossim, pode-se salientar dificuldades no que relaciona ao perfil de empregado ideal, visto que muitos jovens necessitam de uma capacitação técnica ou ser experientes. Nesse contexto, a falta de oportunidades atinge vários jovens, pois apesar de estarem em uma geração tecnológica, ainda verifica que esses supracitados configuram uma profunda desigualdade entre ricos – com facilidade de acesso a cursos de capacitação – e pobres, que muitas vezes não possuem oportunidades para englobar as exigências do mercado e passam a representar a parcela de trabalhadores informais e desempregados.

Nessa conjuntura, medidas são necessárias para resolver essa problemática. Desta forma, a fim de promover a inserção dos jovens no mercado de trabalho, cabe ao Governo Brasileiro reorganizar as medidas para superar a crise e propiciar empregatícios. Além disso, o Ministério da Educação deve expandir os cursos de profissionalização, como: Jovem e Menor Aprendiz, possibilitando o aumento de qualificação e o incentivo a cursos que capacitam as classes menos favorecidas. Portanto, os investimentos do Estado na educação são cruciais para o desenvolvimento dos indivíduos, a fim que esses consigam competir com os demais para atuarem no mercado formal.