O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 13/04/2021

Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mais de 23% dos jovens brasileiros não trabalham e nem estudam, sendo a maioria mulheres e pessoas de baixa renda. Isso acontece principalmente por conta do cada vez maior aumento das exigências solicitadas pelas empresas e por motivos estruturais, como a falta de atenção do governo à educação do país.

A juventude contemporânea, a geração Z, é extremamente diferente da geração anterior. Essa geração atual possui enorme afinidade na utilização de tecnologias atuais, o que contribui para a produtividade e avanço da empresa. Por outro lado, há um grande problema entre os jovens de reconhecerem o seu lugar no mercado de trabalho, e também na capacitação que necessitam ter.

Com um aprofundamento no problema da capacitação, percebe-se que o maior motivo disso acontecer é a precariedade do sistema de educação brasileiro. Apenas 4,5% das escolas públicas do país têm todos os itens de infraestrutura previstos em lei, no Plano Nacional de Educação (PNE), de acordo com pesquisas feita pelo movimento Todos pela Educação. Além disso, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), apenas 6% dos brasileiros entre 16 e 24 anos estudam algum curso profissionalizante, devido à dificuldade de exercê-los em nosso país. São números alarmantes e que comprovam a falta de compromisso que os órgãos federais têm com a educação.

Como citado anteriormente, cada vez mais as empresas vêm aumentando os requisitos para os cidadãos participarem de algum cargo. A globalização, a crise e a constante mudança da sociedade são alguns do motivos que implicam na mutação dos trabalhadores atuais e na ressignificância do que é ser um trabalhador para os jovens. Um exemplo dessa situação é a necessidade de experiência no mercado de trabalho para conseguir um emprego. Como o jovem está a procura de seu primeiro emprego, é impossível ter a experiência necessitada pela empresa, o que forma um paradoxo. A já citada precariedade do ensino brasileiro também é uma consequência da situação, pois o sistema não capacita o jovem, o que deixa ainda mais difícil conseguir um trabalho formal.

Contudo, para haver uma diminuição considerável do número de jovens desempregados, é preciso a criação de novos projetos de incentivo e oportunidades democratizantes de emprego e educação, além da melhoria dos já existentes, como o menor aprendiz e os Institutos Federais. Também é preciso a urgente atenção do governo perante ao sistema educacional do Brasil, tanto para o ensino médio quanto o fundamental. O incentivo de empresas para darem a primeira chance aos jovens que não possuem experiência também e fundamental, pois a geração atual, apesar dos problemas descritos, tem muito a oferecer no mercado de trabalho.