O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 18/04/2021

Na série Gilmore Girls é retratada a vida de uma jovem dedicada e com exemplar formação acadêmica. No entanto, na tentativa de compor o mercado de trabalho, não consegue a vaga e se vê completamente abalada, sem saber o que mais poderia ter feito. O fato de que a formação, ainda que de excelência, não garante espaço no mercado é evidente na atual realidade. Em razão da necessidade de mão de obra qualificada e do consumo ser um fator determinante para os postos de trabalho disponíveis à sociedade, encontra-se desafios de inserção ao mercado para o jovem contemporâneo. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados para que uma sociedade íntegra seja alcançada.

Primeiramente, é notável que toda empresa busca sucesso, e para isso sua equipe deve ser bem selecionada. Essa intenção implica, majoritariamente, na escolha de profissionais com experiência, o que causa uma reação de deslocamento aos que não a possuem, em suma, os jovens. Um levantamento feito pelo Conselho Nacional da Juventude, idealizado com 33.688 jovens, mostrou que 4 a cada 10 deles perderam ou tiveram suas rendas reduzidas, enquanto 8.422 já estavam desempregados. Diante de tal cenário, percebe-se que há uma hierarquização de capacidade, na qual a juventude sem experiência encontra-se em posição de extrema vulnerabilidade.

Concomitantemente, o consumo impacta, de forma direta, o órgão produtor e suas responsabilidades, a fim de que esse seja capaz de atender a demanda. Isso pode ser comparado ao modelo econômico “lei da oferta e da procura”, bem como neste a procura varia em função da oferta, quanto mais for consumido, maior é a necessidade de produzir, de modo que mais mão de obra (funcionários) são precisos ao mercado de trabalho. Em 2017, segundo Caio Sanchez, a população urbana no nordeste do Brasil superou o potencial de consumo. Notando-se o precário dispêndio, este pode causar a redução de custos e, consequentemente, a demissão de colaboradores, em princípio, dos jovens.

Posto isso, entende-se a importância de atentar-se ao jovem contemporâneo enquanto recém ingressante ao mercado de trabalho. Desse modo, o Governo Federal e o Ministério da Educação poderiam, por meio de um projeto de lei, direcionar parte dos impostos à criação de microempresas, nas quais fossem fomentadas soluções ao mundo atual e outros projetos. A rede de funcionários seria composta por um chefe capacitado e estudantes do ensino médio ou que acabara de concluí-lo, sujeitos à promoção e demissão justificada. Ademais, ao processo seletivo poderia ser integrado à necessidade de carta de indicação pelo corpo docente mais recente, a fim de oportunizar experiência e capacitação aos jovens. Assim, observar-se-ia melhores condições de inserção à juventude e menos desemprego.