O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 13/04/2021
Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela ONU, em 1948, o artigo 23 diz respeito ao direito ecumênico do homem ao trabalho, à livre possibilidade na escolha de seu emprego, como também condições sadias e proteção contra desemprego. No entanto, hodiernamente, não é isto que está posto em prática, visto que, no atual mercado de trabalho brasileiro os índices de desemprego continuam a crescer circunstancialmente devido a pandemia global. Nesta perspectiva, o jovem contemporâneo é o grupo no qual perpassa por um majoritário revés. Em primeira análise está a falta de experiência, em que, no atual mercado, muitas vezes se torna inconcebível. Outrossim, a má administração dos encargos sociais, destarte tornando a inserção do jovem dificultosa.
Em primeiro plano, o Brasil é um país caracterizado pela heterogeneidade e desigualdade, ou seja, a maior parte dos jovens, entre 15 a 29 anos, possuem um grau de escolaridade baixo que, no momento atual, é inoportuno no competitivo mercado de trabalho. Por meio dessa análise é, de modo geral, proficiente o empregador buscar e selecionar candidatos que disponham da experiência profissional exigida pela empresa em questão e, a partir disto, a possibilidade de integração no mercado de trabalho do jovem é impedida. Ademais, são reiteradas a desproporção e a disparidade nesse âmbito, tais quais outras irregularidades que assolam o país.
Em segundo plano, o Brasil é ressentido por uma longa recessão que, potencializa o alto custo dos encargos sociais. Não obstante disso a prática de medidas provisórias que priorizam a qualificação dos jovens e isentam as corporações de uma série de encargos sociais é ineficiente, uma vez que, o realismo e a lógica impregnados por intermédio da contratação de colaboradores experientes é muito mais benéfica quando comparada ao alto custo provindo do emprego de jovens sem técnica alguma. É evidente que, por ora, os jovens constituem um dos grupos mais vulneráveis do Brasil no que refere à busca por estabilidade no mercado de trabalho.
Viabilizar oportunidades de qualificação e reduzir custos de contratação são imprescindíveis para o ingresso do jovem de forma justa no mercado de trabalho. Portanto, com o intuito de amenizar esta problemática propõe-se que o Ministério do Trabalho atue ativamente apoiando e incentivando instituições de cunho privado e público e que estas, por sua vez, objetivem programas de inclusão. Além disto, é responsabilidade do Poder Público e dos órgãos competentes a realização de uma fiscalização sólida visando o cumprimento das normas estabelecidas por leis. Assim, garantido os direitos fundamentais do jovem e coadjuvar no aumento de empregos do país.