O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 12/04/2021

“Os jovens são o futuro do País”. Essa frase já foi dita muitas vezes e por diversas pessoas, mas o que poucos percebem é que esse futuro já está acontecendo. Jovens atualmente já pensam e miram no Mercado de Trabalho, com objetivo de se firmar e de conseguir um emprego fixo, para se estruturar financeiramente e socialmente. Porém, infelizmente, muitas empresas hoje em dia buscam as pessoas mais experientes, ainda mais com o momento de pandemia que estamos vivendo. É o chamado “Paradoxo da Experiência”. A falta de experiência e a falta de emprego fazem com que o jovem fique estagnado na vida, sem trabalhar e sem ter algo para realmente se dedicar.

Inicialmente, é relevante destacar uma pesquisa feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (IPEA), revelando que cerca de 23% dos jovens brasileiros não trabalham e nem estudam. Isso pode ser consequência do Paradoxo da Experiência o qual explica que muitas empresas têm como requisito mínimo de 6 meses a 1 ano de experiência no Mercado de Trabalho, mas a dificuldade e a falta de capacidade e espaço dificulta o jovem a conseguir sua vaga para ter a experiência necessária e poder futuramente migrar para um trabalho melhor. Em resumo, pode-se dizer que, para ter a experiência precisa-se do trabalho e para ter o trabalho precisa-se da experiência.

Segundo o Art.205 da constituição federal de educação, a educação deve ser incentivada com a colaboração da sociedade, visando o pleno desenvolvimento do indivíduo, seu preparo para o exercício de sua cidadania e qualificação no Mercado de Trabalho. Porém, a atual organização escolar não cumpre com o que o Artigo fala, deixando muitos jovens sem emprego e sem preparo para o mercado de trabalho. Dessa forma, essa situação prejudica o futuro, não só do aluno, mas também da nação brasileira.

Com o objetivo de melhorar a imersão do jovem contemporâneo no mercado de trabalho, medidas são necessárias para amenizar a problemática. O Ministério da Educação juntamente com as escolas, durante a formação do jovem no Ensino Médio, deveria disponibilizar cursos técnicos, programas preparatórios para o Mercado de Trabalho, ou até mesmo incentivar o jovem a fazer o Programa Jovem Aprendiz, visando a melhora e a eficiência de sua entrada no Mercado de Trabalho, com a finalidade de diminuir a quantidade de jovens brasileiros que estão desempregados e também capacitar o jovem para um futuro melhor com condições melhores. As aulas promovidas por esse projeto poderiam ser dadas no contra turno dos alunos, não atrapalhando seu período escolar principal.

Desse modo, os jovens estariam mais preparados para o Mercado de Trabalho e para iniciar sua carreira, melhorando o seu futuro e criando jovens brasileiros mais capacitados.