O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 16/04/2021

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com a inserção do jovem no mercado de trabalho torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem.  Nesse cenário, seja pela falta de oportunidade, ou seja, pelo despreparo profissional dos jovens, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.

Primeiramente, é importante ressaltar que, as oportunidades para que os jovens ingressem no mundo do trabalho são mínimas. Isso ocorre porque, com o passar dos anos, as exigências para se conseguir uma vaga de emprego vêm aumentando. Geralmente, as empresas realizam processos seletivos onde uma das exigências é que o candidato já tenha alguma experiência trabalhista, caso o contrário, sem recomendação não há como a instituição saber como seu aspirante trabalha diminuindo cada vez mais a chance de o jovem conseguir uma vaga no mercado de trabalho.

Além disso, há uma grande falta de capacitação do adolescente em como ingressar no mundo trabalhista. De acordo com o artigo 205 da constituição, a educação deve preparar os jovens para a cidadania e para o mercado de trabalho, mas em muitos casos essa cidadania não é exercida e muito menos a formação para o ramo trabalhista, o jovem ao completar a sua formação acadêmica ele ganha no máximo um diploma, não um emprego. Dessa forma, a pouca informação oferecida ao jovem, dificulta a consolidação de um direito que é reconhecido pela Constituição Federal.

Desse modo, soluções devem ser exigidas para resolver tais problemas. Portanto, o Ministério da Educação deve oferecer cursos de capacitação e cursos técnicos. Já o Governo deve implicar campanhas de ampliação de projetos de emprego aos jovens e exigir que as empresas de fato ofertem vagas onde não se precisa de experiência trabalhista, para incluírem esses jovens no mercado de trabalho. Dessa forma, será possível o Brasil se tornar um país utópico como propõe Policarpo Quaresma.