O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 11/04/2021
“As condições definem quem você é”, essa frase de Karl Max pode ser relacionada com o jovem no mercado de trabalho, visto que esses jovens compõem aproximadamente 25% da população brasileira e uma grande maioria deles está desempregado. Atualmente, o mercado de trabalho apresenta mais desafios que oportunidades quando se trata do jovem que busca por um emprego para manter-se financeiramente estável ou para outros fins pessoais.
A partir da Terceira Revolução Industrial a concorrência no mercado de trabalho vem crescendo a cada dia, porém, observando o cenário atual do jovem brasileiro vê-se que essa classe é a mais afetada. Uma vez que esses jovens encontram-se sem auxilio de politicas publicas, pois, os incentivos públicos estão direcionados para trabalhadores ou para pessoas que perderam seu emprego recentemente. Contudo, sabe-se que nos setores privados também ocorre situações como essas, as empresas possuem uma preferência maior por pessoas experientes e mais qualificadas, privilegiando-as e trazendo um desafio para os brasileiros de 19 a 25 anos que gostariam de praticar seus conhecimentos, empregando a teoria no seu dia a dia de trabalho.
De acordo com dados da PNADC, 36,5% dos brasileiros de 19 anos não concluíram o ensino médio, sendo que entre eles 55% pararam ainda no ensino fundamental e regularmente consta que o aluno abandona os estudos para ajudar os pais com as despesas da casa e então começa a trabalhar como menor aprendiz, mas, muitas das vezes é impedido pela escassez de conhecimento. Além desses dados, as pesquisas mostraram que daqueles alunos a maioria é do sexo masculino (56,8%), negra (67,3%), de baixa renda (41,1% entre os 25% mais pobres) e de trabalhadores (65,8%). Pode-se dizer que esses resultados são consequências do machismo estruturado na sociedade brasileira, na qual se diz que para tornar-se um “homem de verdade” devem-se negar todos os valores relacionados à feminilidade como a organização, a disciplina e a dedicação, por exemplo.
Portanto, é necessário que haja uma série de mudanças para satisfazer esses jovens e diminuir o desemprego no país. As mudanças devem começar com o ensino nas escolas, fixando o Novo Ensino Médio em todas as escolas do país e com diferentes tipos de cursos que atinjam todas ou uma grande parte das profissões existentes atualmente. E então as mudanças devem começar impondo uma disponibilidade maior de vagas e abrindo programas semestrais de estágios e trainees para jovens em formação ou recém-formados. Além dessas mudanças, deve-se acabar com os preconceitos que impedem esses jovens de continuar a estudar ou de garantir vagas.