O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 18/04/2021

Em um de seus poemas, Carlos Drummond de Andrade cita: “Tinha uma pedra no meio do caminho”, metaforizando os desafios que impedem o pleno desenvolvimento do bem-estar social. Correlativamente, no Brasil hodierno, os desafios e oportunidades de ingresso no mercado de trabalho, principalmente para a população juvenil, configura-se como um obstáculo na conquista do bem comum, uma vez que esse descuido faz com que possa haver uma queda no setor econômico do país. A partir disso, é válido inferir que a lenta mudança de mentalidade da sociedade, bem como a omissão governamental, estão entre as principais premissas agravantes desse quadro.

É inevitável, em primeiro aspecto, observar a falta de incentivo, por parte da maioria dos empresários e lojistas ao postergar a contratação de jovens sem experiência profissional devido à sua incerteza sobre o rendimento dos empregados. Questões desse tipo conduzem um maior agravamento nas estatíscas de desocupação, já que muitos não conseguem seu primeiro emprego. Sob essa ótica cabe resgatar o “Princípio da Corresponsabilidade Inevitável”, do psiquiatra Augusto Cury, o que diz que toda ação individual gera um impacto coletivo, ou seja, a falta de incentivo para ingressar no mercado de trabalho, faz com que muitos percam o interesse, impactando toda sociedade. À luz dessa ideia, precisa-se mitigar essa mazela em função desse incômodo.

Outrossim, as autoridades públicas não têm dado a devida importância para esse assunto, visto que há escassas, por parte do órgão, de propugnar o trabalho nessa faixa etária, como leis ou auxilíos governamentais para empresários que contratem profissionais jovens-formados, estimulando a geração de empregos para essa parte da população. Nesse sentido, de acordo com Rousseau, filósofo renascentista, o Contrato Social estabelecido entre coletividade e instituições públicas exige uma participação de ambos na busca de um futuro econômico. Assim sendo, faz-se necessário a ação governamental no incentivo ao primeiro emprego.

Torna-se improtelável, portanto, descontruir problemas e proporções solutivas. Em vista disso, cabe às ONGs relacionadas às empresas, por meio das redes sociais - detentoras de maior abrangência nacional - criarem ficções engajadas, as quais divulguem sempre como maneiras de se portar nas informações de emprego e a importância da contratação desses jovens. É fundamental, analogamente, que o Congresso Nacional - instituição de poder máximo estatal - por meio do Ministério do Trabalho, auxiliem as empresas que contratem o indivíduo no seu primeiro emprego, para que o empregador tenha uma confiança financeira e não tenha recebimento em contratar. Somente assim conseguir-se-á retirar a “pedra do caminho” citada por Drummond.