O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 10/04/2021

Quando se trata da entrada de jovens no mercado de trabalho, é importante ressaltar e compreender que eles estão sempre sendo submetidos à pressão psicológica de ser alguém com um bom emprego e boa qualidade de vida. Além do mais, acabam tendo seus sonhos interrompidos pela “necessidade” de atuar em algo que “dê dinheiro” e não no que lhe realmente faz feliz. Isso muitas vezes não é possível ser realizado devido a problemas gerados, principalmente, pelo capitalismo e pela má influência escolar.

Em primeiro plano, deve-se atentar para as intenções governamentais. Atualmente, 25% dos jovens brasileiros não estudam e nem trabalham, de acordo com uma pesquisa do Ipea (Instituto Econômico de Pesquisa Aplicada), o que se deve pelo capitalismo (sistema econômico que visa a aquisição de lucro), visto que muitas empresas optam por contratar pessoas mais experientes e também os filhos de grandes nomes do país, filhos esses que por muitas vezes também são mais jovens e não trabalham de fato, mas ainda mantêm o cargo por lhes dar um bom dinheiro. Esse tipo de situação, por visar o status social, que é o que traz lucro em tempos atuais, tira a possibilidade de um jovem mais necessitado de emprego a ter sua fonte de renda.

Hodiernamente, as escolas também têm um peso significativo quanto à dificuldade não só no auxílio de como começar no mercado de trabalho, mas também na escolha de uma profissão. Isso acontece porque os meios de ensino enxergam seus alunos como se todos usufruíssem de um mesmo objetivo: medicina ou engenharia, o que contribui no desencadeamento de problemas psicológicos que tendem a atrasar os jovens em suas metas de verdade e a duvidarem de si mesmos. Zygmunt Bauman disse que não corrigir falhas é o mesmo que cometer novos erros, logo, se não é ensinado que é possível viver com boa qualidade e feliz no que se gosta, progressivamente os jovens terão mais desafios do que oportunidades no mercado de trabalho contemporâneo.

Sendo assim, é necessário que medidas estratégicas sejam tomadas. A fim de reduzir a quantidade de pessoas na juventude desempregadas no Brasil, o MEC (Ministério da Educação) em parceria com o Estado, deve, por meio de palestras nas escolas e propagandas pelos meios de comunicação, promover o incentivo às escolhas profissionais dos jovens, mostrando, com a ajuda de atuantes em várias áreas do mercado, que é possível quebrar o padrão imposto pela sociedade e ser bem visto. Além disso, é interessante que as empresas criem um espaço para contratação dos mais leigos, com o objetivo de ensinar e gerar novas grandes promessas e, então, somente assim será possível mudar o cenário atual do Brasil e não boicotar sonhos profissionais.