O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 12/04/2021

Hodiernamente, um dos grandes empecilhos para o ingresso dos jovens no  mercado de trabalho brasileiro é a falta de oportunidades. Decorrente das drásticas e rápidas mudanças do mercado de trabalho, emergidas com a revolução técnico-científico-informacional, principiada em meados do século XX, as empresas exigem, cada vez mais, experiência no mercado e maior especialização. Consequentemente, o jovem recém-formado acaba prejudicado, pela ausência de experiência e por sua preparação técnica não estar de acordo com as necessidades dos empregadores.

De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 57% dos jovens entre 18 e 24 anos estão desempregados há mais de um ano. Essas estatísticas são reflexos da constante busca pela alta qualificação profissional, que caracteriza o mundo do trabalho. As empresas priorizam profissionais que possuem maior especialização e que não possuam apenas compreensão teórica, mas que são dotados de conhecimento técnico e de habilidades para lidar com imprevistos do cotidiano empresarial. O despreparo profissional evidencia a falta de praticidade, visto que esse aspecto não está sempre na formação do jovem. Sendo assim, nota-se a predominância de pessoas mais velhas exercendo funções mais bem conceituadas nas empresas, contribuindo para o aumento dos índices de desemprego da população juvenil.

É importante ressaltar que o despreparo profissional juvenil relaciona-se com a ausência de incentivo do Estado no sistema educacional. Na principal avaliação internacional de desempenho escolar, o Pisa (Programme for International Student Assessment), o Brasil está nas últimas posições. Pela observação dos aspectos analisados, é inegável a fragilidade das técnicas de pedagogia vigentes nas instituições de ensino, que não qualificam de modo eficiente seus estudantes e não atendem as grandes exigências do mercado ocupacional trabalhista.

Em virtude do que foi mencionado, percebe-se a necessidade de intervenções a fim de facilitar a entrada de jovens no mercado de trabalho. Faz-se necessário encaminhar um maior investimento por parte do Estado ao MEC (Ministério da Educação e Cultura) para promover cursos preparatórios encaminhados para jovens e adolescentes com 18 a 24 anos,  com o intuito de capacitar essa classe para a área profissional, atendendo as necessidades do mercado. Ademais, o Ministério do Trabalho e Emprego (M.T.E) deve desenvolver projetos de incentivo a inserção dos jovens no meio corporativo. Essas ações devem ser implementadas em escolas públicas e privadas de forma gratuita. Dessa forma, pode-se almejar um maior incremento dessa parcela da população no ramo trabalhista.